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A moral independe da crença, afirmam sem religião dos EUA

Experiências negativas na infância são determinantes para abandono da fé na vida adulta, aponta levantamento feito nos Estados Unidos


A grande maioria das pessoas que não seguem uma fé, conhecidas como “nones”, rejeita a ideia de que a religião é necessária para o caráter.

Dados recentes indicam que 78% desse grupo acreditam ser plenamente possível ter atitudes morais e éticas sem pertencer a uma denominação.

O levantamento aponta que 64% dos sem religião questionam ativamente muitos dos ensinamentos religiosos tradicionais.

Para 54% deles, não existe nenhum necessidade de ter uma crença formal para que se sintam pessoas espirituais.

Essas informações são de estudos do Pew Research Center publicados a 15 de dezembro de 2025.

O trabalho tem a assinatura dos pesquisadores Becka A. Alper, Patricia Tevington, Asta Kallo e Jeff Diamant.

O estudo analisa a mudança na paisagem religiosa norte-americana e as motivações de quem fica ou sai de sua fé de origem.

Entre os não afiliados, metade afirma não gostar de organizações religiosas e 49% dizem não confiar nos líderes eclesiásticos.

A pesquisa comprova que 35% dos adultos norte-americanos se afastaram da religião em que foram criados na juventude.

A maioria dos que abandonam a crença da infância toma essa decisão por volta dos 30 anos.

Os motivos para deixar a fé variam, mas a descrença nos dogmas aparece como fator principal para quem se torna “sem religião”.

Cerca de 46% das pessoas que saíram de sua religião original afirmam que simplesmente deixaram de acreditar nos ensinamentos.

Outros 38% dizem que a religião não era importante em suas vidas ou que se afastaram gradualmente com o tempo.

Questões sociais e políticas também pesam na decisão de romper com a igreja.

A posição da religião sobre temas sociais afasta 34% dos ex-fiéis, enquanto 32% citam escândalos envolvendo o clero.

Quem muda para outra religião, em vez de abandonar a fé, cita motivos diferentes.

Quase metade desse grupo diz ter sentido um “chamado” para uma nova crença ou que a anterior não supria necessidades espirituais.

Já entre aqueles que permanecem na religião de infância, a convicção nos ensinamentos é a razão citada por 64%.

Para 61% dos que ficam, a fé preenche necessidades espirituais, e 56% dizem que ela dá sentido à vida.

Protestantes tendem a ficar pela crença nos ensinamentos (70%), enquanto católicos citam necessidades espirituais (54%).

Entre judeus, gostar das tradições (60%) e o senso de comunidade (57%) são os fatores mais fortes para a permanência.

A experiência vivida na infância funciona como um divisor de águas para a vida adulta.

Ter memórias positivas da religião quando criança faz com que 84% das pessoas mantenham a mesma fé depois de crescer.

Apenas 10% de quem teve uma vivência religiosa feliz na infância se declara sem religião hoje.

O cenário muda drasticamente quando a experiência infantil foi ruim.

De quem teve vivências negativas com a religião na infância, 69% não se identificam mais com nenhuma fé atualmente.

O estudo utilizou dados de quase 9 mil adultos do Painel de Tendências Americanas e mais de 36 mil do Estudo sobre o Panorama Religioso.

Com informação de Pew Research Center.

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