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Impor a verdade às bobagens da religião é uma luta nobre

Estamos vencendo a batalha nas democracias ocidentais, mas não no Sul Global, onde o falar em línguas dos pentecostais está em ascensão


James A. Haugh
escritor  

Alguns amigos reviram os olhos e me chamam de fanático porque passo muito tempo combatendo a religião. Mas acredito que seja extremamente importante tentar livrar a humanidade de falsas ilusões sobrenaturais.

É uma luta que teve seus primeiros registros na Grécia Antiga — e que floresceu especialmente há três séculos, durante o Iluminismo, quando pensadores desafiaram o “direito divino dos reis” e contestaram a tirania da Igreja. 

Desde então, rebeldes inteligentes têm buscado romper com o domínio mundial dos contos de magia.


O cérebro
deve ser
usado para
discernir a
verdade, e
não para
inventar
misticismo

Hoje, a maioria dos livre-pensadores tem certeza de que não existe Deus, Satanás, céu, inferno, vida após a morte, milagres, profecias, nascimento virginal, ressurreição, visões, anjos, demônios para aprisionar em porcos, e todo o resto. O cristianismo é uma fantasia de contos de fadas — mentiras, em outras palavras.

O fato de bilhões de pessoas terem acreditado nessa bobagem nos faz questionar a tão alardeada capacidade de raciocínio dos seres humanos. Lutar contra o sobrenaturalismo deveria ser um dever moral para toda pessoa moderna com mentalidade científica.

Atualmente, estamos vencendo a batalha nas democracias ocidentais, mas não no Sul Global, onde o falar em línguas dos pentecostais está em ascensão.

Ao longo da história, muitos dos maiores pensadores, cientistas, escritores, acadêmicos, reformadores e outras personalidades ilustres questionaram a religião da Igreja. 

Há ganhadores do Prêmio Nobel que se declararam ateus. Nós, céticos atuais, podemos nos orgulhar de fazer parte de um movimento como esse.

O cérebro humano é o objeto mais complexo do universo. Ele deve ser usado para discernir a verdade — não para inventar misticismo.

A batalha provavelmente nunca terminará. Temos uma profunda obrigação de continuar lutando contra as ilusões.

James A. Haught (1932–2023) foi colaborador da organização Freedom From Religion Foundation, organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que se dedica à defesa da separação entre o Estado e a Igreja.



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