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No governo Biden, fundamentalismo cristão tende a retornar a sua insignificância

PAULO LOPES     Católico praticante, mas não fanático, Biden, o novo presidente dos Estados Unidos, vai rejeitar em seu governo a influência dos cristãos fundamentalistas, que compõem a base da extrema direita nos Estados Unidos (e também no Brasil). Politicamente, os malucos por Jesus tendem a voltar à insignificância, ainda que barulhenta.

No governo de Donald Trump, esses religiosos, principalmente os pentecostais brancos, se sentiram poderosos porque a sua pauta moral ultraconservadora foi totalmente endossada pelo presidente.

Como se sabe, Trump nunca foi um cristão exemplar, daqueles que não traem a mulher, por exemplo, mas isso pouco importa para os cristãos desvairados, que sentiram e adoraram o gosto do poder político. Coisa parecida ocorre no Brasil com evangélicos em relação a Jair Bolsonaro — até quando, não se sabe.

É de se supor, portanto, que Biden venha a sofrer forte oposição dos religiosos ensandecidos, daqueles que negam às mulheres o direito de decidirem sobre o seu próprio corpo e os que condenam os homossexuais ao inferno.   Mas os saudosos da Idade das Trevas não mais terão um porta-voz incrustado no governo. Isso fará grande diferença.

O democrata Biden é defensor da diversidade cultural e sexual e apoia o aborto por decisão da Justiça, como em caso de estupro.

Ele tem citado com frequência o papa Francisco, e isso não significa bom relacionamento com a Igreja Católica americana.

Trumpistas, os arcebispos e bispos ultraconservadores estão no controle da Igreja  nos Estados Unidos e lideram uma campanha mundial de descrédito de Francisco, tido por eles como progressista demais. Eles até tentaram forçar Francisco à renúncia.

De imediato, Biden vai se dedicar a controlar a pandemia do coronavírus e a estimular a economia e, em consequência, a recuperação do emprego.

Mais adiante terá de tomar medidas consistentes de apoio aos direitos humanos e ao meio ambiente, com profundas repercussões, inclusive por estes lados da América do Sul.

Em seu discurso de posse, ele enfatizou a importância de se combater as fake news, que é a tática da extrema-direita de distorcer a verdade, de negar a ciência e glorificar crenças nefastas.

Trata-se de boa proposta de governo, que, inclusive, poderá ser de bom proveito aos opositores de Bolsonaro em 2022, se ele não for antes colocado para fora do Palácio do Planalto.

Estado laico se fortalece com Biden 

Historiador fala do apoio de bispos católicos ao trumpismo e à invasão do Capitólio

Comentários

  1. Gente pelo amor de Deus pare com esse fake news, é um crime o que você está falando, o presidente Bolsonaro só
    vai sair se o povo quiser, e isso nós não queremos. É o melhor presidente que o Brasil já teve. Sou uma simples dona de casa, mas amo meu presidente só isso.

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  2. Genocida, racista, estuprador: todos os crimes de Joe Biden
    -------------------------------
    Democrata tem um histórico marcado por prisões, golpes, assédios sexuais, massacres e muito, muito sangue nas mãos
    https://www.causaoperaria.org.br/genocida-racista-estuprador-todos-os-crimes-de-joe-biden/

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    Respostas
    1. E como sempre, essa OBSEÇÃO por racismo, como se fosse "o que é 'mais'(sic) comum"... Que se danem LGBTs e questões de gênero.
      Assim como ha os lixos da Direita, sejam extrema Direita e direitopatas, há os de extrema Esquerda e esquerdopatas, como o PCO.

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  3. E o gado só provando que é burro mesmo. Inútil esse tipo de comentário em um blog "fechado" como este. Quem chega até aqui, é porque tem muita convicção do que está fazendo.

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  4. E o gado somente mostrando quanto é burro. Inútil comentários desse tipo em um blog "fechado" que nem este. Quem chega até aqui é porque tem muita convicção do que está fazendo.

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