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Prefeitura de SP pede intervenção em hospital da Prevent Senior com 65 mortes pelo Covid-19

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo solicitou a intervenção no Hospital Sancta Maggiore, do convênio médico Prevent Senior, à Secretaria de Estado da Saúde (SES) no último dia 27.

A solicitação ocorreu devido ao elevado número de mortes (65) em decorrência do novo coronavírus registrado nas unidades no hospital e pelos resultados de laudos das inspeções da Vigilância em Saúde do Município, realizados na instituição.

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Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde do Estado de São Paulo, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) está em contato com a Prefeitura de São Paulo para obter o relatório referente à situação epidemiológica do Hospital Sancta Maggiore, já que essa análise é de competência do município. “Uma equipe do CVS vistoriou o serviço neste mês e constatou que a unidade estava em conformidade com legislação sanitária”, disse a secretaria por meio de nota.

O Ministério Público de São Paulo instaurou procedimento de investigação criminal para apuração de eventual prática de delito de não notificação compulsória por Covid-19 no Hospital Santa Maggiore.


“De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, a inspeção epidemiológica no referido hospital constatou a existência de casos suspeitos de coronavírus não notificados na unidade, fato que teria impedido a vigilância sanitária de adotar as medidas necessárias”, relata a promotora de Justiça Criminal Celeste Leite dos Santos, gestora do projeto Acolhimento de Vítimas, Análise e Resolução de Conflitos do MPSP.

A investigação envolve a Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, as secretarias de Saúde do Estado e da Cidade de São Paulo, Polícia Civil e o Hospital Santa Maggiore. Os familiares das vítimas do Covid-19 no Santa Maggiore serão intimados a prestarem depoimentos e auxiliarem na investigação.

O advogado que representa a Prevent Senior, Nelson Wilians, disse que a instituição repudia a retórica do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, e acusa a prefeitura de uso de expedientes desonestos, abusivos e inverídicos para ganhar notoriedade e causar pânico.

“Atacar uma instituição que tem cumprido rigorosamente as normas de atendimento prescritas pelo Ministério da Saúde e OMS [Organização Mundial de Saúde] é um golpe baixo que não iremos admitir. São mentirosas as alegações de que há subnotificações, falta de funcionários e problemas na estruturação do hospital da operadora”, disse.

Agência Brasil.




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