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Boneco do coronavírus é queimado em festa religiosa da Índia

Na tradicional festa religiosa hindu Holi, realizada na primeira semana de março em Mumbai (Bombaim), na Índia, o destaque do ano de 2020 foi a queima da efígie do coronavírus, que recebeu o nome de Coronasur. 

'CORONASUR', O SARS-COV-2
FOI DESTRUÍDO SIMBOLICAMENTE
POR CRENTES HINDUS   

Efígie é a representação — por pintura, imagem,  objeto ou escultura —  de personagem real ou simbólico. Como demonstra a Antropologia, a efígie traz ao debate a questão, religiosa ou não, de representação e presença. Ao queimar a efígie, indianos acreditam destruir simbolicamente o vírus.

O Coronasur, efígie do coronavírus na festa de Holi,  era um boneco gigante azul com chifres e com a inscrição Covid-19 representando a pandemia que assola o mundo.

Holika dahan —   O festival de Holi, que celebra o espírito de inclusão e de humanidade, também anuncia o início da primavera após o inverno. O festival marca a vitória do bem sobre o mal em dois dias - Holika Dahan e Holi Milan.

Enquanto no festival principal de Holi Milan, as pessoas celebram o dia, pintando-se e aos objetos de cores e trocando doces, o festival de Holika Dehen é comemorado  montado uma fogueira sagrada denominada 'Holika'. É neste fogueira que serão queimados simbolicamente as efígies do ano.

Além do coronavírus, houve uma segunda efígie, representando a violência contra as mulheres. A Índia é o país com o maior índice de violência contra mulheres, seguido por:  Afeganistão, Síria, Somália e Arábia Saudita, segundo  pesquisa da Fundação Thomson Reuters

Confinamento — Apesar da recomendação para que indianos evitassem grandes eventos públicos, milhões de fiéis foram às ruas em várias cidades para participar do Holi. Hoje,  (19 de março de 2020) a Índia apresentava, de acordo com o mapeamento mundial da Bing.

Casos ativos
149
Casos recuperados
20
Casos fatais
4

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