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Juiz da Inglaterra decide que o veganismo ético é uma religião

Casamitjana foi demitido por
 denunciar que a ong onde trabalhava
investia em empresas que usava
 animais em testes de produtos

O juiz trabalhista Robin Postle, de Norwich, no leste da Inglaterra, decidiu que o veganismo ético é uma religião e, como tal, tem de ser respeitado pela sociedade, sem preconceito e discriminação, como qualquer outra crença.

A decisão ocorreu no julgamento de caso apresentado pelo zoólogo Jordi Casamitjana (foto).

Ele foi demitido do grupo anti-caça League Against Cruel Sports porque alertou seus colegas de que a entidade, embora sem fins lucrativos, estava investindo em empresas que usam animais para testar seus produtos.

Casamitjana é um exemplo do que se convencionou chamar de vegano ético, que é uma atitude em relação aos animais que tem obtido adeptos em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Os veganos éticos só comem vegetais — ovos, nem pensar — e evitam o contato com produtos que contenham partes de animais, como sapatos de couro, ou que envolvam testes com bichos, mesmo que isso implique criação de remédios para salvar vida de humanos.

Casamitjana não senta em cadeia de couro e evita andar de ônibus que atropelam insetos.

O juiz Postle considerou o veganismo ético como crença filosófica, estando sob a proteção da Lei da Igualdade promulgada no Reino Unido em 2010.

Com informação do site Religion News Service e de outras fontes.






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