Um a cada dez padres do Brasil abusa de criança, diz relatório confidencial do Vaticano

Ong britância constata que
 a imprensa brasileira tem
 demonstrado pouco interesse
 em apurar os casos de
 pedofilia sacerdotal


Um relatório interno de 2005 do Vaticano estimou que, naquela época, um em cada dez padres do Brasil estava envolvido com abuso de crianças e adolescente.

No total, os padres pedófilos seriam de 1.700 em todo o Brasil, que ainda é o país com maior número de católicos.

A existência desse relatório foi lembrada pela ong britânica CRIN (Child Rights International Network), que em um documento de 70 páginas apresentou um balanço do casos de pedofilia de sacerdotes católicos em 18 países da América Latina.

No Brasil, como em outros, os casos de pedofilia continuam encobertos porque a imprensa não tem dado uma cobertura ao assunto com a devida profundidade.

De acordo com a CRIN, a atuação da imprensa foi fundamental em países como os Estados Unidos e Alemanha para encorajar as vítimas a denunciarem seus algozes.

O balanço da organização destaca estar havendo na América Latina a terceira onda de denúncias contra padres predadores.

A primeira onda ocorreu em 2022 nos Estados Unidos, seguindo-se a da Europa e Oceania.

Na América Latina, pelo dados que a organização conseguiu levantar, houve rompimento do silêncio das vítimas principalmente no México (com pelo menos 550 casos), Chile (243), Colômbia (137) e Argentina (129).

Os países onde as vítimas permanecem caladas são Cuba, Equador e Honduras, além do Brasil.

Víctor Sande-Aneiros, um dos responsáveis pelo balanço, afirmou que há nesses países uma escassez de dados.

"É preciso criar um ponto de partida para que a Igreja e os governos comecem a investigar. Ainda é um tabu, está havendo menos cobertura da mídia e falta um debate público sobre o assunto.”

Com informação do balanço Child Rights International Network e de El País. A ilustração é do relatório da organização.



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EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.