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Nos EUA, pais preferem cura pela fé à medicina e filho de 7 anos morre

Adotado, Seth Johnson
 estava com pancreatite
 aguda e sepse 

Os pais Timothy e Sarah Johnson estão sendo acusados por negligência pela Promotoria Pública do Estado de Minnesota (EUA) pela morte de seu filho adotivo de 7 anos.

Em 2015, Seth Johnson (foto) sofreu meses com pancreatite aguda e sepse.

Os pais preferiram “orar” pela cura do menino a levá-lo a um médico.

Acharam que, com a ajuda de Deus, não precisavam chamar um doutor, até porque eles mesmos medicaram o filho com pomada antibiótica e mel medicinal.

Os pais declararam à polícia na época que “têm problemas com médicos”.

O garoto morreu no dia 30 de março daquele ano.

Na constatação de óbito, o corpo apresentava lesões e múltiplas contusões e estava coberto de vômito.

Em 2016, os pais fugiram para a Nova Zelândia, de modo a não serem processados pela negligência.

Agora eles concordaram em comparecer a um Tribunal dos Estados Unidos para um julgamento.

Naquele país, nos Estados mais religiosos ocorrem com frequência morte de filhos de casais que recusam a medicina por acreditaram na cura pelo poder divino.

Com informação das agências e foto de arquivo pessoal.



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Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
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