Em NZ, cristão corta a mando de Deus falo de escultura maori

Devoto usou uma motorressa
 para capar a 'indecência' maori

Na Nova Zelândia, o cristão devoto Milton Wainwright, 78, cortou em 17 de abril de 2019 com uma motorressa o falo de uma escultura maori por considerá-la indecente.

Ele já tinha tentado mutilar a escultura com um serrote um dia antes, mas não conseguiu por causa da dureza da madeira.

Wainwright é dono de um museu e zelador voluntário de uma estrada de caminhada de Manawatu Gorge Scenic Reserve [vídeo abaixo]
Na cultura maori, o falo não tem nenhuma conotação de obscenidade.

Mesmo assim o artista local Craig Kawana o esculpiu em proporção menor, para não chamar a atenção dos turistas, mas não conseguiu evitar que Wainwright se sentisse ofendido.

A escultura faz parte de uma instalação permanente sobre a história dos maori e sua cultura na região.

Na crença maori, essa escultura é protetora dos viajantes.

O cristão alegou na Justiça que agiu a mando de Deus, mas foi condenado a pagar multa de US$ 2.000 por danos morais.

A intolerância religiosa e puritanismo de Wainwright fazem lembrar os primeiros missionários cristãos que chegaram àquele país.

Os missionários mutilavam todas as estátuas maori que viam pela frente, embora a arte sacra cristã tenha também muitos falos, ainda que bem menores em relação aos da cultura maori.



Com informação do site Stuff e de outras fontes.



Intolerância religiosa começou com a conversão dos índios

Igreja Universal é condenada por intolerância religiosa

Intolerância religiosa ameaça a civilização, afirma jornal

Iemanjá decapitada teria sido vítima de intolerância religiosa






Intolerância religiosa começou com a conversão dos índios

Igreja Universal é condenada por intolerância religiosa

Intolerância religiosa ameaça a civilização, afirma jornal

Iemanjá decapitada teria sido vítima de intolerância religiosa





Comentários

Postar um comentário


EDITOR DESTE SITE

Paulo Roberto Lopes é jornalista

profissional diplomado. Trabalhou

no jornal centenário abolicionista

Diario Popular, Folha de S.Paulo,

revistas da Editora Abril e

em outras publicações.

Contato