Metade dos brasileiros acha que humano e chimpanzé têm ancestral comum

A diferença entre o
DNA do chimpanzé e
 o do humano é mínima

Cerca de metade (54%) dos brasileiros acredita que o humano e o chimpanzé possam ter um ancestral comum, o que significa uma rejeição ao que sugere a teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin (1809-1882).

A conclusão é do Datafolha, que pesquisou sobre o que os brasileiros acreditam (ou desacreditam) a pedido do Instituto Questão de Ciência.

O Datafolha ouviu em março de 2019 mais de 2 mil pessoas acima de 16 anos, em 130 municípios de todas as regiões do país.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

A "evolução das espécies", de Charles Darwin, embora ela seja chamada de “teoria” por causa do rigor científico, é considerada um “fato”, pelo menos até que estudiosos consigam provar que não se trata de uma “verdade”.

A rejeição ao “parente” chimpanzé, embora a diferença de DNA entre um e outro seja mínima, pode ter várias explicações, entre as quais a de que os brasileiros, em determinados assuntos, tendem mais para a religião do que para a ciência.

Quando publicou sua teoria, em 1859, Darwin sofreu fortes críticas, principalmente dos religiosos, e tem sido assim até hoje, por parte dos crentes fundamentalistas.

No caso da pesquisa, ao mesmo tempo em que resistem a um dado científico, da teoria da evolução, os brasileiros aceitam a ciência no que se refere às vacinas.

Do total de pesquisados, 97% dão importância às vacinas e, supostamente, já se vacinaram ou submeteram seus filhos a esse procedimento de prevenção a doenças.

Mas isso, no comportamento dos brasileiros, não significa um viés científico porque 83% deles acreditam na medicina alternativa, que consiste em muitas práticas sem nenhuma comprovação científica.

Quanto à parcela de pessoas que acreditam no poder de cura pela oração, pela "energia espiritual", ela é de 66% da população.

A pesquisa do Datafolha serve como subsídio para entender por que muitas pessoas acreditam em fake news.

Do total da população adulta, por exemplo, 40% acham que o governo brasileiro mantém sob sigilo informações sobre extraterrestres.

Para 31%, alienígenas estiveram na Terra, em antigas civilizações.

Quase 90% aceitam que a mudança climática se deve, ao menos em parte, às atividades humanas.

73% acreditam que alimentos transgênicos fazem mal à saúde, embora não haja comprovação científica disso.

Pelo menos, a favor da ciência, 92% dos brasileiros acreditam que a Terra gira em torno do Sol.

Com informação do site do Instituto Questão de Ciência.





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