Vítima chama papa de 'traidor' por manter cardeal acusado de acobertar pedofilia

Uma associação de vítimas de pedofilia na França disse nesta quarta-feira (20 de março de 2019) que o Francisco (foto) é “traidor” e “Judas” por não ter aceitado a renúncia do arcebispo de Lyon, cardeal Philippe Barbarin (foto), condenado a seis meses de cadeia por ocultação de casos de abuso sexual.

Os crimes foram cometidos nas décadas de 1970 e 1980, pelo padre Bernard Preynat, e suas vítimas acusam Barbarin de ter ignorado as denúncias contra o sacerdote, apresentadas entre 2014 e 2015.

Papa Francisco com o
 seu protegido, o cardeal
 Philippe Barbarin

“Estamos exaustos, é um verdadeiro erro. Temos de lidar com alguém que trai, um Judas. A diferença é que Judas não tinha poderes, diferentemente de Francisco, que ainda tem um pouco”, disse François Devaux, presidente e fundador da associação.

“Quando se invoca certos valores e não os respeita, quando se promete instituir tribunais para julgar bispos negligentes, quando se prega tolerância zero e não a aplica, dificilmente se pode definir isso de outro modo. O papa é totalmente responsável por tudo isso.”

Barbarin foi recebido por Francisco na última segunda-feira (18), 11 dias depois de ter sido condenado a seis meses de prisão por acobertamento de pedofilia. O Pontífice rejeitou a renúncia, mas o deixou “livre” para tomar a melhor decisão para sua arquidiocese.

Dessa forma, o cardeal e arcebispo de Lyon resolveu se afastar por tempo indeterminado. Barbarin, 68 anos, é um dos principais nomes da Igreja Católica na França e já anunciou que pretende recorrer da sentença.

Com informação das agências.





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Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.