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Milagreiros da TV cometem crime em país sem saúde pública, diz jornalista

O comentarista de TV Flávio Ricco critica com frequência o excesso de religião nas emissoras.

Como exemplo ele cita a CNT, que exibe por dia 22 horas de pregação da Igreja Universal, denominação evangélica que aluga horário em outras emissoras.

O pior é que os supostos milagres apresentados nesses programas representam um problema de saúde pública, escreve o jornalista.

Chefões de igrejas
 são onipresentes em
emissoras de TV e rádio

"Se algum médico oftalmologista parou um tempinho, na quarta (6 de março de 2019), à noite, para ver o RR Soares na Band, certamente sentiu vontade de 'rasgar' o diploma e fechar consultório."

"Pra quê? Se para curar miopia, astigmatismo, catarata... Conforme os vários relatos lidos no ar, bastou apenas tomar um copo de água."

Para o comentarista, com tantas deficiências no Sistema Única de Saúde, a apresentação de milagre na televisão "é mais que irresponsabilidade, é crime".

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EDITOR DESTE SITE
Paulo Lopes é jornalista.Trabalhou
no jornal abolicionista Diario Popular,
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e outras publicações.

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