Igreja resiste à remoção de restos mortais de Franco de lugar de honra


Arquidiocese de Madri
 se torna porta-voz de
parentes do ditador espanhol

[opinião]

O governo espanhol vai remover os restos mortais do general Franco do memorial da Basílica do Vale dos Caídos, perto de Madri, por entender que o legado ditador não merece tal honra.

Nesse cemitério estão também os restos mortais de mais de 34.000 pessoas que morreram na guerra civil de 1936-1939. O total de mortos superam a 1 milhão.

A Igreja Católica ficou contrariada com a decisão do primeiro-ministro socialista Pedro Sanchez.


A Arquidiocese de Madri advertiu o governo que a exumação só pode ser feita com autorização de parentes de Franco, e alguns deles já teriam se manifestado contra a remoção.

"Queremos uma solução que ajude a construir um país pacífico", disse Rodrigo Pinedo Texidor, porta-voz da arquidiocese, como se o país já não estivesse pacificado.

Juntamente com os militares e latifundiários, a Igreja Católica foi um dos suportes da ditadura sanguinária de Franco.

Ao proclamar o fim da guerra civil, com a derrota das tropas republicanas, Francisco Franco afirmou que o cristianismo tinha triunfado.

A Arquidiocese de Madri deveria erguer um altar a Franco em uma sua igreja, onde colocaria os restos mortais do ditador, iniciando um processo de canonização.

Freira no túmulo de Franco


Com informação do site Crux e de outras fontes.

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