Nem Mao acreditava nas alternativas oferecidas pela medicina chinesa


No SUS, a medicina
tradicional está se
tornando 'alternativa'

Ao aumentar a lista de pseudoterapias oferecidas pelo SUS, o ministro Ricardo Barros (Saúde) parece ter se inspirado em Mao Tsé-tung (1893-1976), argumenta o jornalista Hélio Schwartsman.

O líder comunista não acreditava em MTC (Medicina Tradicional Chinesa), mas incentivou sua adoção porque a China não tinha recursos para oferecer a medicina Ocidental a 500 milhões de pessoas.

“A crer nas memórias de Li Zhisui, um de seus médicos particulares [do líder], o camarada Mao, além de só se tratar com a medicina Ocidental, considerava totalmente implausíveis os princípios norteadores da MTC”, escreve o jornalista.

O esforço de Mao para dar credibilidade à MTC deu tão certo que o próprio Ocidente passou a acreditar nas “alternativas” à medicina científica.


No Brasil, o governo não precisa tomar nenhuma iniciativa de convencimento, porque a maioria da população já acredita no poder de “cura” de pseudociências.

Em uma “leitura benigna”, o ministro Barros foi ultrapragmático, escreve o jornalista.

“Já que não há mais dinheiro para fazer boa medicina, vamos pelo menos dar à população a sensação de que ela é atendida e pegar uma carona no efeito placebo.”

Talvez Schwartsman tenha sido complacente demais, porque Barros cometeu um crime contra os brasileiros.

No SUS, a oferta de pseudoterapias tem aumentado tanto, que, em alguns postos de atendimento, a tradicional medicina científica do Ocidente corre o risco de se tornar "alternativa".  




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