Justiça reafirma que Universal tem de restituir bens a fiéis


Fiéis foram
coagidos
por pastores

Em decisão unânime, a 3ª turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) votou pelo desprovimento do recurso da Igreja Universal contra a condenação de pagar R$ 20 mil de danos morais ao casal João Henrique Koefender e Carla Dalvitt e restituir os bens vendidos por coação para o pagamento de dízimos.

Carla teria sido induzida por pastores a desfazer-se de patrimônio para pagar o dízimo e oferta, sob promessas de retribuições divinas, e ela ficou em estado de miserabilidade.


A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, afirmou em seu voto que o casal de noivos estava construindo a casa própria, em cidade pequena de colonização alemã, e que “houve extensa produção de prova testemunhal”, com transcrição de depoimentos.

Entre os bens doados, celulares, impressora, fax, ar condicionado e até uma cozinha inteira – esta última a Igreja devolveu.

A mulher também vendeu um carro, que valia cerca de R$ 15 mil, por R$ 5 mil, e doou o dinheiro.

Ao acompanhar a relatora, o ministro Paulo de Tarso Vieira Sanseverino acrescentou: “É o tipo de fato controvertido em que a prova é essencialmente testemunhal. Eu até sugeriria melhorar o valor da indenização por dano moral, mas não se pode alterar por ausência de recurso dos demandantes.”




Embora mais pobres, fiéis da Universal pagam o maior dízimo

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