Diocese alemã perde US$ 50 milhões no mercado imobiliário dos EUA


Dinheiro
de católicos
vai para o ralo


por Christa Pongratz-Lippitt
para La Croix Internacional

A Igreja Católica na Alemanha — que deve ser uma das mais ricas do mundo — teve de reavaliar sua falta de transparência e má gestão financeira após um recente escândalo em uma diocese e um grande déficit que ameaça a sobrevivência de várias escolas paroquiais em outra.

No centro do problema mais recente está a Diocese de Eichstätt, que recentemente perdeu 50 milhões de euros (cerca de US$ 61 milhões) por investimentos imobiliários duvidosos na Flórida (EUA), e a Diocese de Hamburgo, que pode ser forçada a fechar oito escolas devido ao estado precário das finanças diocesanas.

Os católicos em Hamburgo estão particularmente chateados e não entendem por que outras dioceses muito mais ricas na Alemanha não podem ajudá-los a manter as escolas abertas.

A diocese, que deixou de existir em 1648, depois da Reforma, não foi reerguida até 1994 (pelo Papa João Paulo II). Considerada uma diocese de "diáspora" no que costumava ser uma área predominantemente protestante, mas que agora é amplamente secular, conta com poucos recursos financeiros.


Em 2017, a diocese teve de assumir 21 escolas católicas, quando dissolveu-se a agência fiduciária a que pertencia. Confrontado com dívidas de 79 milhões de euros, agora quer fechar oito dessas escolas. No entanto, os pais dos alunos têm tentado impedir.

A Conferência Episcopal Alemã já tinha lançado em 2014 uma "iniciativa de transparência", prometendo que dioceses católicas começariam a informar o público sobre seus ativos e passivos todo ano. 

A decisão foi tomada depois que o bispo de Limburgo Franz-Peter Tebartz-van Elst teve de se demitir para diminuir os gastos de 31 milhões de euros na extravagante reforma do seu Palácio Episcopal. 

Cerca de 179.000 católicos deixaram a Igreja devido a esse escândalo.

Os católicos da Alemanha pagam 8% da renda líquida em imposto obrigatório para a igreja. O Estado deduz o dinheiro na fonte e repassa para a igreja, mantendo uma pequena percentagem. No ano passado a Igreja alemã teve um excedente de 53 bilhões de euros.





Não é cobrança de taxa, mas a moral católica que afasta alemães da Igreja

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