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Justiça da Índia concede a rios status de 'entidades humanas'


Rituais hindus poluem
 o Ganges com corpos
A Justiça do norte da Índia concedeu aos rios Ganges e Yamuna o status de “entidades humanas vivas”, com direitos, portanto, dos humanos, com o propósito de protegê-los da poluição.

Para os hindus, esses dois rios são sagrados e estão entre os mais poluídos do mundo, e não só por causa dos detritos industriais, mas também por motivo religioso.

O Ganges é tido como moradia da deusa Ganga.

É da tradição dos hindus entregar os mortos à deusa, e, por isso, é comum haver cadáveres putrefatos boiando na superfície do rio.

Algumas fotos do rio são chocantes, porque mostram, por exemplo, cães comendo restos de corpos.

Milhões de indianos vão ao rio todos os anos, para se banhar e beber a “água santa”.

A decisão do Tribunal Superior do Estado de Uttarakhand não é a primeira no gênero, porque recentemente a Nova Zelândia passou a considerar o rio Whanganui como “ser humano”.

Na Índia, é pouco provável que uma medida judicial despolua rios impregnados de química e de crendices milenares.

A deusa Ganga 'devolve' alguns corpos

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Editor deste site
Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
 publicações. 
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