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Governo da Dinamarca proíbe abate por motivos religiosos



O ministro da Agricultura e Alimentos da Dinamarca, Dan Jørgensen, assinou regulamento proibindo abate de animais por motivos religiosos.

A partir de agora, todo abate será feito com atordoamento prévio do animal para evitar que ele sofra.

Chalaf é o nome da
 lâmina para abate
pelo dogma judeu
Pelo shechita e halal, método judaico e muçulmano de abate, respectivamente, o animal não pode estar anestesiado no momento de sua morte.

A medida foi repudiada pela comunidade de judeus. Jørgensen respondeu que “os direitos dos animais vêm antes da religião”, de acordo com a TV2 daquele país.

A Dinamarca tem uma população com elevado índice de ateus e agnósticos. Levando pesquisas com diferentes metodologia, o percentual de descrente varia de 43% a 80%.

O site da JWC (World Jewish Congress), que representa comunidades judaicas em mais de 100 países, informou que a decisão pouco afetará o consumo de carne kosher (abatida de acordo com dogmas religiosos), porque os judeus da Dinamarca importam há algum tipo esse tipo de alimento.

De qualquer maneira, líderes da comunidade judaica acusa a decisão de perseguição religiosa, a União Europeia aprova a produção de alimentos kosher.

Na Europa, o primeiro país a proibir o abate religioso foi a Polônia. Em 2013, o parlamento vetou o ritual diante do julgamento do Tribunal Constitucional de que o abate com dor é "incompatível com a legislação dos direitos dos animais".

Em 2012, o Brasil exportou 348.973 toneladas de “carne sagrada” para o Oriente Médio e norte da África e 15.248 para Israel. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou a exportação movimentou US$ 1,624 bilhão.

Com informação do World Jewish Congress, entre outras fontes.



Muçulmano diz que abate ‘prima pelo bem-estar’ do animal

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