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Justiça Desportiva inocenta time que fez proselitismo evangélico

Religião no futebol
Código da Justiça Desportiva
proíbe manifestações religiosas
A Quarta Comissão Disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) inocentou no dia 30 de novembro o Chapecoense, time de Santa Catarina da Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro, da acusação de ter feito proselitismo religioso em um jogo.

De acordo com o árbitro Luiz Flávio de Oliveira, no jogo contra o Luverdense, no dia 8 de novembro, os jogadores do banco de reserva “vestiram por cima do uniforme uma blusa onde constava ‘Deus é Fiel, Série B 2013’ (na frente), e, nas costas, estava escrito ‘Jesus Você’, e o desenho de um coração”.

O Luverdense venceu por 1 a 0, mas o Chapecoense conseguiu acesso a Segunda Divisão (Série B) porque podia perder por até dois gols.

Lucas Rocha, relator do processo no Tribunal Desportivo, votou pela não punição do time porque, segundo ele, a iniciativa do uso da blusa com dizeres religiosos partiu de jogadores, e não do Chapecoense.

Embora a avaliação de Rocha seja questionável, porque o time é responsável por seus jogadores em campo, os demais integrantes da Quarta Comissão votaram junto com o relator.

Se o julgamento tivesse sido por uma condenação, o Chapecoense poderia ter de pagar uma multa de até R$ 100 mil.  Por “descumprir regra de obrigação legal”, o time poderia ser enquadrado no artigo 191, inciso I, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Além disso, de acordo com a International Football Association Board, da qual o Brasil é signatário, os jogadores estão proibidos de exibir em campo qualquer mensagem de cunho religioso.

Com informação do site Justiça Desportiva, entre outras fontes.





Seleção feminina de vôlei não sabe que Brasil é laico desde 1891
por André Barcinski em agosto de 2012

Religião nos esportes


Comentários

Anônimo disse…
Eu não sabia que era crime os times usarem símbolos religiosos. Até porque no futebol é tão comum jogadores comemorarem gols levantando as mãos para o céu. E algumas ocasiões se ajoelham e rezam. Como quando o Brasil foi penta e os jogadores fizeram uma corrente no centro do campo.
Anônimo disse…
Eu sou uma pessoa calma e e ate tolerante com a imbecilidade, so nao sou com aqueles que se orgulham dela. Religiao e um virus devastados que impede o ser humano de alcancar o seu total potencial como um ser inteligente que somos. Religiao sempre ira envenar tudo, e ant-intelecto, e pura imbecilidade.
nando.. disse…
acho que o que não pode de forma alguma é times bancados com dinheiro público levarem em seus uniformes mensagens religiosas
neste caso, sendo os reservas, me parece sim ser iniciativa própria dos jogadores
Sidadäo Hotàrio disse…
Se alguma coisa ali era por conta dos jogadores e não do time, então o que esses jogadores estavam fazendo ali por contra própria?

Se não estavam em nome do time, então também não deveriam estar no banco de reservas, mas sim, na arquibancada, ora bolas!

Ou são jogadores (do time, pelo time, em nome do time), ou são, no máximo, espectadores comuns, o que não justifica a presença deles em áreas destinadas a jogadores.

Que mentalidade tacanha tem esse povo. Por isso que autoridades podem pintar e bordar com a cara de todos!

Esse Brasil só me envergonha!
Diabo disse…
Parece que o selecionamento de jogadores de futebol e vôlei, nesta Terra de Santa Cruz, é feito com dois critérios: tem de jogar bem e acreditar em Deus! Pois um ateu ou agnóstico atrapalharia o "Espírito de Corpo" da Equipe e provocaria dissensões no grupo. Aqueles funcionários de baixos salários (rimou!), do Clube - que recolhem e distribuem toalhas, dão garrafinhas d'água e carregam as malas dos jogadores - iriam praticar pequenas sabotagens contra o "Ateu", como o chamariam. Provavelmente este descrente (rimou de novo!) entraria em choque com a Administração de seu clube e, em pouco tempo, fosse descartado.

Deus impõe disciplina quando o Técnico não está por perto. Algumas doutrinas religiosas da matriz cristã sugerem que o indivíduo não use bebida alcoólica ou drogas e não transe todos os dias e/ou com diferentes parceiros. Então, é melhor para a Administração do futebol e do vôlei ter atletas religiosos em seus quadros porque isso aumenta a probabilidade de se ter jogadores sóbrios, sem doenças sexualmente transmissíveis e sem aquela bambeza nas pernas, na hora do jogo.

Deus é o Técnico invisível dos atletas. Por isto é cultivado pela Alta Côrte e pela Alta Administração do Esporte, em todo o Mundo.
Anônimo disse…
Jogador de futebol, na sua maioria, curte festa ou religião. O que esperar deles? Dificil o jogador que se mostra culto, a maioria só aparece fora de dos gramados quando metido em rolo. Uma pena. Péssimo exemplo. deviam ler Robert G.Ingersoll também.
Felipe... disse…
‘Jesus Você’, e o dinheiro de um coração”

Só eu ri dessa frase?
Anônimo disse…
Mas deixe claro Sr Capeta , que esse tipo de mentalidade partiria da cabeça de pessoas , que pensan que a religião é algum parametro de moralidade,oque não condiz com a verdade , no caso qualquer jogador com ou sem religião pode ser responsavel com o seu dever.
Anônimo disse…
fizeram proselitismo sim ou não? e portanto o quis diz a lei mesmo?
Anônimo disse…
o diabo é o plim.
Diabo disse…
Macaco Anônimo 5 de dezembro de 2012 11:24:

Verdade é o menos importante nisso tudo. Utilidade, praticidade e efetividade é que levam à Glória! Por isso as Elites de todos os tempos e lugares instruem seus súditos e vassalos a crerem em divindades. Não é possível colocar um feitor em cada esquina para controlar o povo. Basta fazê-los imaginar que Deus os vigia, mesmo que estejam trancados num quarto escuro, onde só caiba uma pessoa.

Veja que Lula e Dilma, que pareciam ser comunistas convictos, associaram-se aos Igrejeiros, dando-lhes todas as condições de manter grande parte do Povo em oração. Ocorre que os governantes sempre descobrem que podem usar Deus (exista ele ou não) para alcançar seus objetivos.
Anônimo disse…
"e o dinheiro de um coração."
Anônimo disse…
"Deus é o Técnico invisível dos atletas. Por isto é cultivado pela Alta Côrte e pela Alta Administração do Esporte, em todo o Mundo."

Outro trouxa que acredita que jogador crente é santo, completamente iludido.
CAPTCHA e CENSURA PRÉVIA disse…
Acho que o Paulopes quis dizer "e o desenho de um coração.
Manjè kwayan disse…
Mas peraí... que time é bancado com dinheiro público?? Os times conseguem dinheiro de patrocinadores, da venda de jogadores, da venda de direitos de transmissão televisiva de jogos.
Anônimo disse…
Não é crime!
Anônimo disse…
Os clubes não recebem concessões públicas para operar, iguais ás TVs abertas?
Anônimo disse…
Li várias vezes e não entedi.
Anônimo disse…
Engraçado, como esse fato vai absurdamente na direção contrária daquele comercial da Nike, envolvendo também esporte... Enquanto o comercial enfatiza o esforço próprio como razão de conquistas, esses aloprados acham que foi por interferência de um ente divino... Sem falar na questão de injustiça e até fraude se houvesse, mesmo, um ente que intercedesse por uns, em detrimento do esforço dos outros. Como é nojenta, egoísta, patética, a religiosidade! Mas, nesse caso, creio que a Justiça fez bem: imaginem o desfalque que seria R$ 100.000,00 de multa para um time do porte desse Chapecoense - e por causa das antas proselitistas que são os seus jogadores! Mas bem que podia sobrar uma multa individual para esses crentelhos de chuteira...

Ruggero
Diabo disse…
O que eu quis dizer, Anônimo 5 de dezembro de 2012 12:08, é que Deus é uma ferramenta estratégica de indução de auto-disciplina.

Tem mais, Deus tem de ser grande. Porque há pessoas grandes em físico e em intelecto que não se submeteriam a algo/alguém que fosse menor do que eles. Assim como eu não tenho respeito algum pelo seu intelecto, Anônimo 5 de dezembro de 2012 12:08, esse tipo de pessoa não tería respeito por um Deus pequeno ou incapaz de realizar grandes coisas.

Deus tem de ser onipresente e onisciente, para que todos se sintam vigiados, inclusive mentalmente, pela divindade que lhes impõe disciplina.

Deus tem de ser onipontente, para poder punir qualquer um que falte a suas obrigações com ele; mas também pode recompensar qualquer um, até os mais medócres. Isso nos leva a pensar, também, que Deus tem de ser um conceito fácil de entender. Se dissermos a pessoas pouco inteligentes que Deus é uma singularidade proto-universal atemporal, ele terá menos seguidores do que se o chamarmos de "Pai Eterno".

Segue-se que Deus é uma das maiores invenções da Humanidade. Talvez até a maior!
Diabo disse…
Quando as Elites Intelectuais da América Latina e África quiseram incentivar o Povo a lutar contra as ditaduras militares e o domínio colonial inglês, respectivamente, divulgaram uma Teologia da Libertação.

Lula e Dilma foram altamente beneficiados por uma tal Teologia da Prosperidade. Esta doutrina está altamente alinhada com a Política Econômica que incentiva as pessoas ao consumo como forma de prover desenvolvimento.

A Alemanha Nazista impôs a seu Povo um culto em que o Ariano era a peça central. Nada mais que o objetivo de Hitler e sua corja.

Ou seja, a Teologia muda de acordo com a Política. E Política não é a vontade do Povo e sim das Elites.
Diabo disse…
Poucas coisas são tão presentes e tão flexíveis quanto a Teologia. Vemos todos os dias na televisão e nos jornais que existe uma Teologia da Violência. Os Líderes de gangues e facções doutrinam seus "parceiros" sobre o quanto Deus foi violento contra os inimigos dos "Escolhidos". Daí vem a questionável compatibilidade entre criminosos violentos e a Religião.

Mas, qual a melhor Teologia?

A História mostra que os governantes mais visionários optaram por Teologias que unificam o povo. Akenaton, Faraó do Egito, estipulou o culto ao Deus Aton, para unir o Povo em torno de seu Rei; os Judeus, que eram escravos no Egito, aprenderam a lição e cultivaram Yahweh, que os manteve unidos no deserto; Constantino estipulou para Roma o Deus Ùnico, na visão cristã, que condicionou a unificação dos consulados romanos e Maomé trouxe ao conhecimento dos Árabes o Deus que os uniu na luta contra a ocupação ocidental.
Junior disse…
Quanto ao caso em si, eu realmente não dou a mínima, não multou, tudo bem, se tivesse multado, também tudo bem. O que eu sempre acho fascinante é esse comportamento bastante anticristão, na minha opinião de ateu, de esportistas que rezam pra ganhar ou pra agradecer vitórias. É meio que, "papai do céu, eu sei que tem um monte de criança morrendo de fome na África, um monte de gente morrendo nas guerras, pessoas inocentes sofrendo no mundo inteiro, mas será que você pode deixá-los de lado um pouco e me ajudar a fazer essa bola passar no meio daqueles três paus? Ah, os jogadores do outro time também são seus filhos? Mas o senhor gosta mais de mim, não é?" Que tal rezar pra nenhum companheiro ou adversário se machucar? Eu acho tão inútil quanto, mas pelo menos é mais nobre.
falta do que fazer disse…
"acusação de ter feito proselitismo religioso em um jogo"

Não sabia que professar e expressar alguma crença já é "crime", com juizes julgando e tudo mais.

Quanta palhaçada!
Gustavo disse…
Até onde sei, depois das comemorações religiosas exageradas das Seleção Brasileira em 2009, na Copa das Confederações, acendeu uma luz amarela no meio esportivo em relação ao proselitismo religioso de atletas, talvez, com medo do crescimento do islamismo e das cenas constrangedoras que poderiam acontecer nas comemorações de atletas muçulmanos.

De qualquer maneira, a FIFA proíbe mensagens políticas e religiosas no futebol. afinal, um evento esportivo de massas não tem nada a ver com questões de consciência pessoal.
Anônimo disse…
Não crime na justiça comum, mas crime desportivo.

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