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Por que a fé tem isenção de impostos e os remédios não?

por José Geraldo Gouvêa em resposta a um leitor no post
Abertura de empresa no Brasil demanda 119 dias e de igreja, 5


-- Quais os critérios destes jornalistas para dizer que alimentos e remédios são itens mais essenciais à vida que a fé?

Permaneça 40 dias sem comer e sem tomar remédios, apenas rezando com fé.

-- Com fé, o paciente ajuda o médico. Sem ela há apenas a relação entre um cadáver e o legista.

Sem remédio, mas com fé, você logo se torna cadáver. Fé cura enxaqueca e TPM, mas nunca vi curar meningite ou câncer.

-- Assim, a fé é um item mais essecial que alimentos e remédios e não deve ser tributada, mesmo porque não pode ser quantificada de forma precisa.

De tudo que você disse, a única coisa que não é absurda é a última frase: razão de não se tributar a fé está no seu caráter abstrato. Eu concordo que igrejas não devem ser tributadas, porém também concordo que:

a) deva haver controles sobre sua criação e administração

b) deva haver menos burocracia para criar empresas

c) deva haver submissão das igrejas à lei humana, como recomendou o apóstolo Paulo.

Entre os controles mencionados, a obediência a níveis de ruído pelos cultos, a localização dos templos segundo posturas municipais etc.

Deputado propõe isenção só às igrejas com transparência em contas.
julho de 2011

Isenções da Igreja.   Ciência versus religião. 

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Ex-freira Elizabeth, 73, conta como virou militante ateísta

'Quando saí [do  convento], era como eu  tivesse renascido' Elizabeth Murad (foto), de Fort Pierce (EUA), lembra bem do dia em que saiu do convento há 41 anos. Sua sensação foi de alívio. Ela tocou as folhas de cada árvore pela qual passou. Ouviu os pássaros enquanto seus olhos azuis percorriam o céu, as flores e grama. Naquele dia, tudo lhe parecia mais belo. “Quando saí, era como se eu estivesse renascido”, contou. "Eu estava usando de novo os meus sentidos, querendo tocar em tudo e sentir o cheiro de tudo. Senti o vento soprando em meu cabelo pela primeira vez depois de um longo tempo." Ela ficou 13 anos em um convento franciscano de Nova Jersey. Hoje, aos 73 anos, Elizabeth é militante ateísta. É filiada a uma fundação que denuncia as violações da separação entre o Estado e Igreja. Ela tem lutado contra a intenção de organizações religiosas de serem beneficiadas com dinheiro público. Também participa do grupo Treasure Coast , de humanistas seculares.