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Escritor israelense obtém da Justiça sentença que o declara sem religião

Yoram Kaniuk compara 
o judaísmo ao Islã
O escritor israelense Yoram Kaniuk (foto), 81, foi reconhecido por um tribunal como "sem religião", não pertencente, portanto, ao judaísmo no cartório.

"É uma decisão de importância histórica porque ela estabelece uma jurisprudência", disse.

Após ter solicitado sem sucesso ao ministério do Interior a eliminação de qualquer menção religiosa no documento de estado civil, o escritor apelou em maio à Justiça com o argumento de que não desejava pertencer "ao que se chama de religião judaica em Israel", a qual comparou ao islã no Irã.

Esta semana, o tribunal de Tel Aviv considerou que qualquer cidadão tem o direito de definir-se como "livre de religião", de acordo com a lei fundamental israelense sobre a liberdade e a dignidade humanas.

Até então, os tribunais israelenses haviam rejeitado os recursos de intelectuais laicos para autorizar a inscrição da menção "israelense" nos documentos, como nacionalidade, ao invés, por exemplo, de "judeu" e "árabe".

A associação "Eu sou israelense", que recebeu milhares de assinaturas de apoio, pede há vários anos que palavra "israelense" seja adotada nos registros de estado civil. Existem 134 grupos nacionais reconhecidos pela lei de Israel, incluindo minorias religiosas, mas não o "povo israelense".

O ministério do Interior, tradicionalmente dominado por partidos religiosos, não aceita a menção "povo israelense" por incluir judeus e não judeus, o que prejudica o caráter judaico do Estado. Há muitos anos, nacionalidade e religião não figuram nos documentos de identidade, apenas nos registros de estado civil.

Com informação da AFP.

'Israel tem de decidir: ser país democrático ou país judeu religioso'.
outubro de 2011

Ateu usa coador de macarrão como chapéu religioso em foto oficial.
julho de 2011

Comentários

  1. esse senhor é uma vergonha para os judeus.

    deveriam era tirar a cidadania dele, quantos morreram por ser judeu,e vem esse senhor querer negar sua identidade.sera que ele tem vergonha de ser judeu? acho que a pessoa tem que ser ateu no coraçao e nao negando sua identidade. vergonhoso.

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    Respostas
    1. A gente tem que separar nacionalidade de religião. Ser judeu não tem absolutamente nada a ver com nacionalidade e etnia.
      Você gostaria que no seu registro de cidadão brasileiro tivesse lá uma religião que não tem nada a ver com vc apenas por que um determinado grupo está te impondo isso? Tem que rever isso ai meu velho. Acho que você fez esse comentário por má interpretação da situação.

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  2. Com isso você quer dizer que ninguém tem o direito de escolher a religião que quer ter, ou mesmo se quer ter uma, se limitando a ter aquela na qual nasceu? Se o cara nasceu judeu, tem que morrer judeu, gostando ou não? Se nasceu católico, tem que ser assim mesmo que não queira?
    Deixe de ser estúpido, Izaque.

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  3. Vergonhoso é impôr religião a uma pessoa. Muito bem dito, Israel.

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  4. Izaque quer mandar o homem para fogueira só por causa disto, ou voce não sabe que existe muitos judeus secularistas?

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  5. Legal, não sabia que Israel era comandada por fanáticos religiosos. Só pq cara nasce em Israel obrigatoriamente tem que ser Judeu? O cara tem que entrar na Justiça, para dizer que ele não tem religião.

    Izaque delira achando que só pq nasce em Israel tem que ser judeu. Izaque coloque isso na sua cabecinha, Judeu é religião não é raça.

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  6. Não é bem assim, anônimo das 22:08. Judeu e um "povo", conceito muito mais fluido. Claro que a religião é um fato importante na identidade desse povo, mas a herança também. So porque um judeu se converte a outa relgião ou vira ateu ele não deixa de prtencer ao povo judeu. Tal como um brasileiro não deixa de sê-lo por não ter aprendido português na infância ou por não ser nacionalista.

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  7. Isso não muda o direito do cara de não querer ser chamado de judeu. Se é o que ele quer, ninguém tem nada a ver com isso e tem que respeitar, não pode forçar o cara. Seria a mesma coisa, por exemplo, que um católico que se convertesse à umbanda e os outros católicos se sentissem ofendidos com isso e dissessem a ele "não, você é católico e pronto, nasceu assim, não tem nada que querer mudar".
    Liberdade de decidir o que fazer da própria vida é indiscutível, desde que com isso o sujeito não prejudique mais ninguém, o que não é o caso.

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  8. José Geraldo, eu posso estar enganado, mas o que entendi dessa reportagem, é que os Israelenses eram automaticamente rotulados como judeus ou árabes e só agora depois de várias ações eles conseguiram tirar isso.
    "rejeitado os recursos de intelectuais laicos para autorizar a inscrição da menção "israelense" nos documentos, como nacionalidade ao invés, por exemplo, de "judeu" e "árabe".

    Para mim isso fica claro, quem nasce em Israel é Israelense, não Judeu.

    Esse papo de dizer que é um povo, é a mesma coisa que dizer só pq eu nasci em país de maioria cristã, eu tenho que ser cristão mesmo que deixe de ser. Quem nasce no Brasil é brasileiro, quem nasce em Israel é israelense.

    Nada contra Judeus, eles pelo menos não tentam enfiar goela a baixo sua religião, pelo menos aqui no Brasil. A única coisa tenho contra religião deles, é circuncisão de bebes que não tem escolha.

    Pode ser até que em livros, diga que quem nasce em Israel é judeu, mas papel aceita tudo. Para mim Judeu é quem pratica essa religião.

    Sou ateu e não gostaria nem um pouco de ser chamado ou esteja escrito em um documento que sou cristão, muçulmano e etc, só por ter nascido em um local.

    Agora porque será que se precisa diferenciar em um documento se o cara é judeu ou arabe? Tem algo muito estranho nisso, e parece feder.

    Rodrigo*

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  9. Por falar nisso, há um bom tempo atrás eu fiquei sabendo sobre a existência do actus formalis defectionis, que é uma separação formal da igreja católica, na prática, é o cancelamento do seu batismo. Você recebe um documento dizendo que foi formalmente desligado da igreja.
    Claro que estar ou não batizado não faz diferença prática, mas é um símbolo, e eu gostaria de ter esse documento de desligamento, até porque oficialmente meu nome está nos registros da igreja e isso não me agrada. Então, eu fui atrás de me informar.
    Sabendo que era preciso mandar uma carta ao bispo responsável, fui na igreja onde fui batizado pedir ao padre as informações necessárias para isso. Fui o cara mais educado da face da Terra com ele, mas ele só faltou me bater com uma cruz quando eu disse que queria me desligar formalmente da igreja. Disse que isso não existia, que mentiram para mim, que não tem como se desligar da igreja, blá blá blá... Enfim. Ainda quero retomar o assunto quando tiver tempo, mas o importante é: se desligar de uma religião parece ser quase impossível. É que nem cancelar linha de telefone, fazem tudo para dificultar a sua vida.
    Eles ficam felizes da vida quando alguém entra para a religião, mas se alguém quer sair, coitado do sujeito... É tipo a máfia, eles nunca vão deixar você sair.

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