Barganha do veto ao kit causa atritos entre gays e evangélicos tucanos

O grupo Diversidade Tucana vai pedir à direção do partido que questione o deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da FPE (Frente Parlamentar Evangélica), sobre a declaração em que propôs ao governo o veto ao kit anti-homofobia em troca da não convocação do então ministro Antônio Palocci, que está sob suspeita de enriquecimento por tráfico de influência.

Marcos Fernandes, da Diversidade Tucana, afirmou que a troca proposta por Campos foi incompatível com o programa do partido. “Ele aderiu ao obscurantismo e à pregação homofóbica.”

Ele disse que a atitude do deputado se confronta com o que os governos do PSDB têm feito em defesa dos direitos dos homossexuais.

Citou o caso do Estado de São Paulo: “Temos uma delegacia de combate a crimes de intolerância, que começou com Mário Covas e o Geraldo Alckmin transformou o grupo em delegacia. José Serra criou conselhos contra a intolerância. Aqui, foi aprovada uma lei que garante ao parceiro do funcionário público o direito a pensão em caso de morte. E existem ambulatórios específicos para travestis e transexuais”.

Campos se defendeu com o argumento de que não apresentou uma proposta de barganha. “Propusemos obstrução de votação na Casa [Câmara dos Deputados], a demissão do ministro da Educação e assumimos uma posição aberta de que iríamos articular a convocação do Palocci.”

Disse ter a “absoluta tranquilidade” diante do questionamento proposto pela Diversidade Tucana porque o que houve não foi uma “chantagem”, mas o uso pela Frente Evangélica de uma “ferramenta do jogo político”.

Com informação do Terra Magazine.

maio de 2011

Comentários

  1. Anônimo6/09/2011

    Evidente que não existe como provar.Contudo Palocci não é mais ministro não pode ser mais usado para negociatas.A presidente Dilma foi muito hábil para contornar a situação.E o governo,por meio do ministro da educação, já deu sinais de que um novo material deverá ser produzido com uma abordagem diferente da original mas sem deixar de enfocar a homofobia e o bullying inclusive fazendo referência à discriminação religiosa.Traduzindo o que fez o governo recuar nessa questão já não está mais aí E TODA POLITICAGEM E JOGUETE SUJO dos crentes no fim não atingiu seu objetivo acabou talvez adiando por um ano letivo ou meio ano letivo um projeto que já estava prestes a ser implementado.

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  2. Anônimo6/10/2011

    Cadê o observador-patrulhista conservador Fernando?Não tem o que dizer diante dessa indecência crentóide!

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  3. Anônimo6/10/2011

    Os crentes não são nem nunca foram exemplos de decência e ética.

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  4. Anônimo6/10/2011

    Decadência e VERGONHA!!!

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  5. Anônimo6/10/2011

    Fala crentaiada!!!!

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  6. Anônimo6/11/2011

    Temos que lembra a essa senhora Que foi eleita pelo povo que tanbem é formado por gays.
    Que o pais é laico.
    A contituição declara que por ser laico as religiões ñ pode intervir na politica e decisões
    governamentais.
    creio que essa senhora presidenta da republica se esqueceu!

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  7. Anônimo6/11/2011

    Infelizmente,anônimo das 01:38 a política funciona assim.A presidente Dilma teve de ceder aos evangélicos ou religiosos para barrar uma CPI e lógico que eles não iriam perder a chance para impor o veto ao kit anti-homofobia como moeda de barganha.Mas tenha certeza esse governo não vai ser marionete de religiosos.

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  8. Anônimo6/11/2011

    O que se esperar de Políticos e Religiosos, imagine de Religiosos Políticos!

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  9. Anônimo6/12/2011

    Realmente,coisa boa é que não se pode esperar.

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  10. Anônimo6/14/2011

    Dois tucanos não se bicam.Qual á lógica de um político do PSDB, que é oposição,aliar-se ao governo para impedir uma eventual CPI contra à vontade e a lógica de seu próprio partido?O que leva um político do PSDB apoiar um governo petista?Essas perguntas servem para que alguém possa analisar o quão sujo é o meio político e a lama da qual a religão faz parte.

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  11. Anônimo10/10/2011

    Quando não faz parte da solução faz parte do problema, isso é o que chamamos de bancada evangélica + PSDB e C.I.A.

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  12. Anônimo3/15/2012

    O mais importante é vermos que existe um grupo que vai contra alguns quadros do partido em favor dos Direitos Humanos de minorias, e na luta por um estado laico de fato!

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