Jornalista ex-crente conta em livro como se tornou ateu


O jornalista Fábio Marton (foto) conta em um livro como de evangélico radical, de fazer pregações na igreja aos 10 anos, se transformou em ateu.

Marton se
sentiu incomodado

com a Bíblia
Em “Ímpio, o evangelho de um ateu” (Leya, 221 págs, R$ 34,90), ele relata os rigores aos quais era submetido pelo seu pai, um religioso fervoroso. O pai do seu pai tinha sido pastor da Assembleia de Deus.

O crente Marton conversava com Deus e pedia proteção de Jesus, mas isso não ajudava em coisas práticas, como paquerar as meninas da escola. Se sentia isolado.

Aos poucos, ele foi tomado por um espírito critico e  começou a se incomodar com as contradições dos religiosos e da Bíblia. E assim teve inicio a sua caminhada rumo ao ateísmo.

Ajudou-lhe o fato de gostar de ciência. Em uma entrevista, ele lembra que, quando tinha 8 anos, seu pai tirou de suas mãos a primeira edição da Superinteressante para que não lesse sobre a teoria da evolução das espécies.


Hoje ele escreve para revistas da Editora Abril, entre as quais a Superinteressante.

O jornalista diz na entrevista que não guarda ressentimento do seu pai por ter sido forçado por ele a seguir a crença evangélica – era o que tinha de acontecer.

Hoje, o relacionamento de Marton, que mora em São Paulo, com sua família, fixada em Curitiba, é tido como normal, mas o jornalista admite que há um vácuo nas conversas.

Ele afirma que não pretende “denegrir” os evangélicos, porque entende que, para muitas pessoas, a religião é importante.

No livro, ele até ensaia uma defesa dos crentes, os quais, diferentemente do que se pensa, “não são 'zumbis' que dizem 'Jesus' em vez de cérebro”.

Mas, conforme a introdução do “Ímpio”, não poupa as religiões e seus líderes charlatães e mercantilistas, promotores da intolerância, fanatismo e hipocrisia.

Marton diz que sua vida só começou a fazer sentido depois que se tornou ateu.

Com informação da Gazeta do Povo e do site do livro.

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