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Polícia prende segurança que vendeu arma ao atirador de Realengo

A Polícia Civil do Rio prendeu hoje (quinta, 14) o segurança Manuel Freitas Louvise (foto), 57, por ter vendido um revólver calibre 38 a Wellington Menezes de Oliveira, 23.

No dia 7 de abril, Oliveira matou 12 estudantes de uma escola do bairro do Realengo, no Rio, e uma de suas duas armas foi esse revólver.

"Se eu adivinhasse [a matança], eu mesmo o entregava [à polícia]", disse.

A numeração da arma estava raspada, mas a perícia técnica conseguiu desvendá-la, o que possibilitou que a polícia soubesse que ela estava no nome de Louvise.

A polícia já tinha localizado e prendido dois homens que serviram de intermediários no negócio.

O segurança disse que em setembro de 2010 vendeu o revólver, 60 munições e carregadores por R$ 1.200 porque precisava de dinheiro para consertar seu carro. A arma estava com ele desde 1978.

 Louvise  foi colega de trabalho de Oliveira. "Ele falou que precisava de uma arma e eu precisava de dinheiro", disse.

Falou que “foi uma tristeza imensa” quando soube que Oliveira tinha matado as crianças com a arma que tinha sido sua.

Ontem, a polícia divulgou um vídeo de 58 segundos encontrado no computador de Oliveira onde ele dá a justificativa para a carnificina que iria cometer. O vídeo foi gravado em julho de 2010, antes, portanto, da compra do 38.

No vídeo, Oliveira afirma que a maioria das pessoas pensa que ele é um “idiota”. “[Elas] descobrirão quem eu sou de maneira mais radical. Uma ação que farei por meus semelhantes que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais principalmente em escolas e colégios pelo fato de serem diferentes, de não fazerem parte grupo dos infiéis, dos vesperais (sic), dos falsos, dos corruptos, dos maus. São humilhados por serem bons".

"As pessoas descobrirão quem eu sou"


Com informação dos portais e da Globo News.

abril de 2011

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