Igreja Católica de Portugal defende diálogo com ateus e agnósticos

O diretor da Pastoral da Cultura da Igreja Católica de Portugal, padre José Tolentino Mendonça (foto), elogiou o diálogo que o Vaticano está iniciando com os ateus e não crentes em geral e disse que a igreja do seu país deve fazer o mesmo.

“É preciso substituir o confronto pelo encontro e diálogo”, disse. “A apologética feroz e a dessacralização devastadora têm de ser superadas.”

Termina hoje em Paris o primeiro encontro de representantes do Vaticano com não crentes.

A igreja elaborou para o encontro uma ampla pauta de temas, que inclui o papel dos crentes e descrentes na sociedade, economia, direito e arte. Mas não estava previsto nenhuma abordagem de assuntos sensíveis à igreja, como o uso da fé por padres para violentar crianças.

O padre Mendonça disse que o “grande desafio” do momento é acabar com a “cultura de acusação e de suspeição” entre crentes e descrentes.

Ele reconheceu que ateus, agnósticos e não crentes “têm muito a ensinar aos crentes”. Mas em contrapartida, argumentou,  os descrentes precisam reconhecer e aceitar a espiritualidade dos católicos como “uma experiência humana legítima”.

“Precisamos confiar uns nos outros.”

Com informação da Agência Ecclesia.

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Comentários

Anônimo disse…
"Uma experiência humana legítima". Não precisa pedir, qualquer ateu reconhece suas "experiências humanas legítimas" pelo que elas são: uma perda de tempo, recursos, ameaça à liberdade, respeito e ao livre arbítrio