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Pressionada, Mackenzie tira de site manifesto contra a Lei da Homofobia


A Universidade Presbiteriana Mackenzie publicou em seu site um manifesto contra a Lei da Homofobia, que sem encontra em tramitação na Câmara dos Deputados, mas tirou-o por estar sendo alvo na internet de acusações de ser preconceituosa, inclusive da parte de alunos e ex-alunos, que estão organização uma manifestação de repúdio.  

Assinado pelo reverendo Augusto Nicodemus Gomes Lopes, chanceler da universidade, o manifesto afirma que a lei, se aprovada, fere de religião e a de expressão previstas na Constituição.

“[A lei] interfere diretamente na missão das igrejas de todas as orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.”

Ressalta o documento: “A Igreja Presbiteriana do Brasil [mantenedora do Mackenzie] repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos”.

Militantes da defesa de liberdade de expressão também têm feito forte oposição à Lei da Homofobia basicamente por três motivos. Primeiro: cria-se uma lei específica para uma minoria, quebrando a isonomia prevista na Constituição. Segundo: as leis existentes já punem a discriminação em geral. E, terceiro, a lei exacerba a conduta do 'politicamente correto' – em um exemplo, quem fizer piada de homossexuais poderá ser enquadrado na nova lei.

Nicodemus: lei interfere na religião
Íntegra do manifesto da Mackenzie

Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

"Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, ". . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher" (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo". 


Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Com informação da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

> Já estamos vivendo uma ditadura gay, afirma Apolinario.
junho de 2010

Comentários

Anônimo disse…
Comparar os ímpios, os que se assentam nas rodas dos escarnecedores, os que derramam sangue inocente, e todos os demais estigmas da marginalidade pobre - porque os ricos são isentos pelo visto na ótica dos intérpretes do salmo 1-; na mesma situação das vítimas indefesas do preconceito e da homofobia, já começa como uma sutil má fé. As interpretações distorcidas de vocábulos do hebraico e do grego também o é. Fazem parte de uma sutil estratégia de desqualificar a chamada isonomia, com argumento que não suporta a retorsão: se a família heterossexual já é a priori a normal e a natural, também não precisa do enquadramento jurídico estabelecê-la como alternativa única de viver a sexualidade dentro da legalidade, se ab initio encontra-se inclusa na liciedade. O fato é que a Lei antihomofobia não é privilégio, como os corifeus da ditadura judaica querem mascarar - nem redução de quaisquer destes!-, apenas um non plus ultra aos semeadores do ódio, da propagação da histeria fundamentalista, racista e xenófoba, sobretudo MISÓGINA, que é a Sagrada Escritura do judaísmo, fundamento do ódio contra árabes e palestinos, além de outros extremos. Que tenham sua liberdade religiosa e condenem aos SEUS súditos o comportamento sexual que quiserem , em privado, em aconselhamentos confessionais, não em público; referendados por uma suposta autoridade divina, com a qual se colocam em pé de igualdade com o Estado, e com a liberdade dos cidadãos exercerem como quiserem, sua sexualidade.

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