Pular para o conteúdo principal

Caso Sirotsky teve desfecho incompatível com sua gravidade

por Marcelo Idiarte a propósito de 
Filho estuprador de dono do RBS obtém liberdade assistida

Mais um exemplo concreto da iniquidade jurídica brasileira. O Ministério Público e a Justiça de Santa Catarina acabam de chancelar um desfecho absolutamente lastimável para um episódio muito grave.

Eu, como cidadão, estou profundamente envergonhado por esta decisão vinda de Florianópolis. Sobretudo porque não é difícil conjeturar que, se os personagens deste triste evento estivessem em papéis invertidos, ou seja, se a vítima fosse egressa de família influente e os abusadores fossem cidadãos comuns, muito provavelmente o fim seria outro: aplicar-se-ia uma pena bem mais condizente com o tipo de crime cometido.

Infelizmente, por razões que a própria razão desconhece, o MP-SC apenas oficializou aquilo que se antevera desde o início, mas que se tentara acreditar que não ocorreria - para o bem dos poderes constituídos.

Chega a ser uma piada de mau gosto que os promotores catarinenses considerem "violência" apenas o emprego de violência física, ignorando solenemente a violência psicológica que é indissociável em um caso desta natureza.

Ora, a vítima era MENOR e estava INCONSCIENTE - neste estado um abusador pode ser até "delicado", utilizar "carinho", dizer palavras doces, pedir "com licença" e ainda sussurrar para cometer um abuso "sem violência", afinal qual a resistência que ele encontraria?

O pior de uma decisão estapafúrdia é que invariavelmente a justificativa é mais estapafúrdia ainda. E este caso apenas comprova isso. Coitada da vítima, que, não bastasse ter que conviver com o abuso em si, agora ainda vai carregar o sentimento de que o Estado não agiu para reparar de forma equitativa o crime ao qual ela foi submetida.

É duro dizer isso, mas nosso país é deprimente.

Comentários

Gabriel Alves disse…
Nosso país fede. DEUS queira que haja uma nova ditadura aqui, que surja um novo Castelo Branco, que coloque todos esses néscios que corrompem os poderes em um paredão, e que metralhem todos à sangue frio, dando exemplo para o resto do país. Nunca quis tanto uma ditadura, a ponto de abdicar de direitos básicos como liberdade, em prol dessa nação quase-sem-futuro.
Anônimo disse…
Fede ? Federá mais ainda ! Imagine daqui uns anos, quando esse polaquinho herdar essa RBS... imagine gente desta laia dominando as comunicações... será uma época totalmente mergulhada na corrupção e na iniquidade.
Anônimo disse…
que porqueria de pais este definitivamente la que da el culo y el que tiene dinero hace lo que desea en este pais, definitivamente, brasil es el pais en que el diablo toma cuenta de todos, es carnaval, es politica, es violencia, es dinero todo lo pudre que se pueda hacer brasil lo tiene, brasil is the hell.

Post mais lidos nos últimos 7 dias

90 trechos da Bíblia que são exemplos de ódio e atrocidade

Padre associa a tragédia das enchentes ao ateísmo de gaúchos. Vingança de Deus?

Veja 14 proibições das Testemunhas de Jeová a seus seguidores

Deputado estadual constrói capela em gabinete. Ele pode?

Ateu manda recado a padre preconceituoso de Nova Andradina: ame o próximo

No noticiário, casos de pastores pedófilos superam os de padres

Santuário de Aparecida inaugura mosaicos de padre suspeito de abuso sexual

Marcha para Jesus no Rio contou com verba de R$ 2,48 milhões

A prefeitura do Rio de Janeiro liberou R$ 2,48 milhões para a realização ontem (sábado, 19) da Marcha para Jesus, que reuniu cerca de 300 mil evangélicos de diferentes denominações. Foi a primeira vez que o evento no Rio contou com verba oficial e apoio institucional da Rede Globo. O dinheiro foi aprovado para a montagem de palco, sistema de som e decoração. O pastor Silas Malafaia, um dos responsáveis pela organização da marcha, disse que vai devolver R$ 410 mil porque o encontro teve também o apoio de sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo. “O povo de Deus é correto”, disse. “Quero ver a parada gay devolver algum dinheiro de evento.” Pela Constituição, que determina a laicidade do Estado, a prefeitura não pode conceder verba à atividade religiosa. Mas o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que compareceu à abertura da marcha, disse que o seu papel é apoiar todos os eventos, como os evangélicos e católicos e a parada gay. A marcha começou às 14h e contou com sete trios

Mescla da política e religião intimida ateus no Brasil. E defendê-los e defender a razão