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Diretora vigiava com câmeras estudantes nos banheiros

Celina Barbosa: de olho nos banheiros
A diretora Celina Mateus Barbosa (foto), da tradicional escola estadual Liceu de Humanidades, de Campos, Rio, instalou câmaras nos banheiros masculinos e femininos da escola.

Ela disse que os equipamentos não devassam a intimidade dos estudantes porque só pegam o corredor,  e não os boxs. Ou seja, no caso dos garotos, quem fecha a braguilha ao sair do box, o que é comum, deve ter tipo algum 'telespectador'.

Celina falou ao Jornal Nacional que as câmeras dos banheiros fazem parte do total das trinta instaladas na escola em vários pontos para evitar roubo e vandalismo.

Ela se complicou ao tentar explicar a necessidade da vigia eletrônica. Disse que ninguém fica o dia todo vendo as imagens do banheiro, como se isso fosse uma atenuante para a presença ali da espionagem.

Há uma contradição: se ninguém monitora as câmaras o tempo todo, elas não servem para evitar os delitos. A não ser que as imagens (ou trecho delas) sejam gravadas, o que a diretora não deixou claro.

Os 2.700 estudantes não foram avisados de que estavam sendo espionados.

Quem descobriu uma das câmaras foi uma estudante, que, com seu celular, a fotografou para mostrar a sua mãe. A mãe argumentou que algumas das imagens poderiam ser manipuladas e colocadas na internet. Ela talvez denuncie a direção da escola à Justiça.

A Secretaria Estadual de Educação emitiu nota com o esclarecimento de que a responsabilidade por qualquer “prática que possa tirar a privacidade dos alunos” cabe à diretora.

Informou que determinou a desinstalação dos equipamentos. 

Comentários

André disse…
Como coisa que os lindos aluninhos são criaturas mansas e sem maldade no coração e nem fumam maconha nos banheiros. Deve ser só no colégio onde eu trabalhava que acontecia isso. E não era colégio público e sim particular, daqueles bem caros. Para a diretora ter essa atitude, ela deve ter um bom motivo, mas que não pode falar por causa das ridículas leis que protegem os marginais mirins.

O preço da liberdade é a eterna vigilância.
Anônimo disse…
Qualquer estudante de psicologia pode fazer um diagnóstico: esta senhora, a diretora Celina, sofre de desvios sexuais. Ela é tarada.

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