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Jornal suíço diz que brasileira deu o ‘golpe da barriga’

A brasileira Paula Oliveira teria mentido estar grávida para pressionar o economista Marco Trepp, o seu namorado, a casar com ela, o que lhe garantiria o visto definitivo de permanência na Suíça, publicou nesta sexta (20) o “Tages Anzeiger”. “Foi golpe da barriga”, disse o jornal suíço. O visto temporário de Paula estaria para vencer ao final deste ano.

Até este momento, Roger Müller, o advogado da brasileira, não se manifestou sobre essa versão.

barriga_Paula O pai da brasileira, Paulo Oliveira, que vinha falando com os jornalistas, silenciou-se depois que a Promotoria Pública de Justiça de Zurique confirmou a informação da imprensa local de que a sua filha admitiu à polícia que mentiu quando disse ter sido atacada por três neonazistas e, em consequência, sofrido aborto de duas meninas que estavam no terceiro mês de gestação. Ela teria dito inclusive que se automutilou com um estilete.

A confissão de Paula teria sido feita na presença da consulesa do Brasil em Zurique, Vitória Clever, que, de início, acusou as autoridades suíças de serem preconceituosas por tentar minimizar a denúncia da agressão.

Quando se verificou que o caso não era como o relatado pela brasileira, Vitória sugeriu que Paula deixasse a Suíça. Mas já era tarde: Paula foi indiciada pela Justiça e proibida de sair do país até que tudo seja esclarecido. Na próxima semana, ela terá de prestar novo depoimento à polícia.

Outra versão sobre o motivo da farsa foi publicada na quarta (18) pelo ‘Weltwoche’. A brasileira inventou a agressão para obter uma indenização de até R$ 200 mil à qual tem direito as vítimas de violência, segundo o jornal.

Essa versão também não foi contestada.

Antes da reviravolta no caso, Trepp confirmou a jornalistas a versão da gravidez e do ataque neonazista. Agora, ele se mantém distante da Paula, com familiares no interior da Suíça, porque diz temer a reação de suíços indignados com o caso.

Brasileiros que moram na Suíça têm feito duras críticas a Paula. Afirmam que piorou lá a imagem que já não era boa dos brasileiros, principalmente das brasileiras. Eles querem que Paula seja expulsa o quanto antes.

> Caso Paula Oliveira.

Comentários

Anônimo disse…
Ola Paulo realmente piorou muito a nossa imagem por aqui, indenpedente de ter ou nao permissao de permanecer no pais....é lamentavel tudo isso pois existem muita gente boa,honesta, batalhadora que estao aqui pra dar um futuro melhor a familia...isso realmente mancha muito mais a imagem dos brasileiros aqui...imagina vc que exista no jornal anuncios em busca de trabalho de brasileiros, filipinos etc....as pessoas quando ligarem pergunta qual a nacionalidade...e...qdo a pessoa disser:- sou brasileira, simplesmente darao uma desculpa e vao em busca de outra nacionalidade. É duro viu!!!! Que ela seja deportada o mais BREVE possivel, mas que responda pelo seu crime!!!
Anônimo disse…
Responder pelo crime sim, no Brasil não. Tem que responder aí mesmo, na Suíça, para aprender a não fazer lá fora o que aprendeu aqui dentro... ou vc acha que aqui ela sequer seria indiciada?
Anônimo disse…
Segue para apreciação. Fica autorizada eventual publicação.
Abraços.
Elias Mattar Assad


O mal que o mau faz...




Fosse no Brasil o caso protagonizado por Paula Oliveira, na estação ferroviária da cidade suíça de Dübendorf, onde, segundo ela, teria sido atacada por "skinheads", os desdobramentos poderiam ser outros. Imediatamente a polícia prenderia pessoas com as características indicadas, gerando violentas reações populares pela ensurdecedora repercussão da imprensa. Os suspeitos seriam de pronto reconhecidos para o gáudio do juiz justiceiro de plantão que, "ad cautelam", decretaria prisão preventiva "para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal..." O MP fecharia questão, desembargadores e ministros manteriam as prisões premidos pelo clamor midiático. Após, mudaria o foco para o movimento "skinhead", a intolerância, a violência, a vítima, a "perda da dupla gravidez" a arrancar lágrimas da massa ignara em clássico exemplo de paranoia coletiva...

O defensor seria hostilizado até pelos seus próprios filhos: "como é que o senhor aceitou uma causa como esta?" Parlapatões em rede nacional: " quem defende bandidos, bandido é!" "Tinha que ter pena de morte e prisão perpétua no Brasil!" "A defesa ataca a vítima e diz que os acusados são inocentes; que a gravidez seria uma farsa e que os ferimentos decorreram de autolesão!" Em quadro por demais conhecido: a "vítima" dando entrevistas nos meios de comunicação enquanto os acusados monstrificados, ficariam expostos a linchamentos fora e dentro das prisões...

São calamidades artificiais que os maus desencadeiam. Uma pessoa má ou doentia, incorre em autoacusação falsa, caluniosa denunciação por "delação premiada", etc. Um mau delegado de polícia, desprezando normas técnicas, pede prisões com ampla cobertura da mídia. A parte interessada, morbidamente, reconhec e os suspeitos presos ("carecas e jovens") que lhe apresentam... Com indução de maus peritos, maus acusadores, juízes e referendum dos tribunais, estaria "coroada a obra..."

Bastaria um bom na cadeia de erros! Um bom jornalista levantaria várias possibilidades, entre elas as que foram elencadas na Suíça. Bons peritos, bons policiais, como aqueles que estão de parabéns pelo verdadeiro show de ciência aplicada, previamente buscando provas sobre a existência do fato declarado. Um bom assessor do nosso governo teria recomendado a ultimação das investigações para pronunciamento oficial. O desgaste não foi maior, por ser aquele governo comedido. O periódico Neue Zürcher Zeitung, ironizou o presidente Lula e afirmou que a mídia brasileira "regularmente publica notícias de fatos totalmente inventados, acusações que já destruíram a vida de outras pessoas".

Com um bom advogado, o Judiciário suiço poderá acolher teses defensivas, entre elas, na pior das hipóteses, de Paula ter agido sob domínio de "sideração emotiva(1), recentemente admitida pela psicopatologia forense americana, baseada em profundos trabalhos de psicologia, como uma nova entidade nosológica. Trata-se da autoindução do agente que inicia com uma sugestão, quase subliminar e a prossecução, desenvolvimento e ação dá-se por inércia a retirar-lhe a plena capacidade de entender o caráter criminoso do fato e de conduzir-se de acordo com esse entendimento." Nesta teoria, Paula, por várias razões de ordem sentimental seria levada a simular gravidez e argumentos para justificar a "perda".

Nossa solidariedade e respeito ao pai de Paula Oliveira, que foi prudente em afirmar: "Em qualquer circunstância, minha filha é vítima (...) ou de graves distúrbios psicológicos, ou da agressão..."

Portanto, fosse no Brasil, dentro da nossa hipótese da "sideração emotiva" do agente, talvez chegasse o dia em que os personagens do exemplo seriam libertados. Além dos azares da injustiça da jurisdição penal, poderiam experimentar dos não raros juízes injusticeiros da civil, indenizações miseráveis pagas em precatórios esbulhatórios...

Com razão o STF quando prestigou, recentemente, a regra da prisão apenas com trânsito em julgado!


Nota
(1)Termos de laudo médico nº 148/95, subscrito pelos psiquiatras Tito Moreira Salles e Ivan Pinto Arantes, do Complexo Médico Penal do Paraná, citado In Psychiatry on line Brazil, em precedentes de desclassificação para homicídio não intencional, em caso que trabalhamos na defesa.

Elias Mattar Assad
é ex-presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas,
eliasmattarassad@yahoo.com.br



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