Anestesistas desconhecem casos de alucinação sexual de pacientes

imageO anestesista e advogado Irimar de Paula Posso (foto) utiliza o propofol há mais de 20 anos em clínicas de reprodução assistida e no Hospital das Clínicas das Faculdade de Medicina da USP e garante que, nesse tempo todo, nenhuma de suas pacientes apresentou “comportamento amoroso” ou “alucinações sexuais”.
“Se isso ocorresse, muitas clínicas teriam o problema.”

Posso é um dos médicos ouvidos por Fabiane Leite e Karina Toledo, do Estadão, que não endossam a afirmação de Roger Abdelmassih de que a droga apresenta esses efeitos colaterais na proporção de 3% a 4% das pacientes.

Abdelmassih, o mais conhecido especialista em fertilização in vitro do país, está sendo acusado por 54 ex-pacientes (até a tarde desta segunda) de abuso sexual. Há inclusive o relato de uma mulher de Minas que teria sido estuprada.

O também anestesista Alberto Vasconcelos, da maternidade Pro-Matre, de São Paulo, afirmou que nunca teve paciente com sonhos ou alucinações eróticas. “Geralmente, elas relatam sonhos sem essa conotação.”
Desde que o caso passou a ser noticiado, no começo do mês, esta é a primeira vez que médicos autorizam jornalistas a publicar seus nomes.

Pacientes que passaram pela clínica de Abdelmassih e por outras afirmam que os especialistas em reprodução humana assistida sabiam dos abusos.

“Os médicos eram informados pelas pacientes e não tinham como provar, mas também ninguém se interessou em obter as provas”, disse uma ex-paciente.

“Eles foram corporativos em prejuízo das pacientes, da ética e da medicina.”

José Eduardo Neves, diretor médico da AstraZeneca, laboratório que produz o Diprivan (medicamento de referência do propofol), disse que é muito raro ocorrer desinibição sexual.

Pela literatura médica dos Estados Unidos, a reação se manifesta em menos de 1% das pacientes.

No ano passado, Abdelmassih foi intimado duas vezes a depor no Ministério Público, mas ele não compareceu alegando problema de saúde. Havia então menos de dez denúncias formalmente registradas. O médico vai ser chamado de novo, mas agora a sua situação é mais complicada por causa das denúncias que se acumulam e parte de mulheres de diferentes Estados.

Inicialmente, o médico dizia que as denúncias eram parte de um complô de concorrentes para desacreditá-lo. Agora fala dos supostos efeitos colaterais do propofol.

Um médico que não quis se identificar disse a este blog que o caso poderá ter “desdobramentos inesperados se não for abafado”.

Abuso sexual não foi alucinação, diz ex-paciente do dr. Roger.
26 de janeiro de 2009

> Caso Roger Abdelmassih.

Comentários

  1. Anônimo1/26/2009

    Taí, tava demorando, a culpa é das pacientes, ou clientes, como elas são chamadas naquela arapuca montada pelo monstro Abdelmassih.
    Elas quando tomavam a anestesia,não conseguiam resistir ao Don Juan bigodudo! E ele não podia desapontá-las, é claro!
    Façam-me o favor, esta foi demais!!!!

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  2. Anônimo1/26/2009

    Esse Abdelmassih é um Maníaco do Parque de jaleco branco!

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  3. Anônimo1/26/2009

    TRÊS PESADELOS COM A CLÍNICA DO DR. ROGER
    1º - Aceitei fazer um tratamento longo e desgastante física, psicologicamente e financeiramente? SIM.
    2º - Fui incapaz de ter um filho? SIM.
    3º - Sou mais uma daquelas que foram molestadas e abusadas por esse médico: NÃO SEI !!! Esta última dúvida é a que mais me angustia.
    O meu apoio e solidariedade com todas as mulheres que por lá passaram.

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  4. Anônimo1/26/2009

    O médico que não quis se identificar na declaração a este blog, poderia esclarecer melhor a todos, o que quer dizer com, "desdobramentos inesperados se não for abafado".
    Para cada caso denunciado, deve haver muitos outros ocultos, que irão aparecer a medida que o caso evoluir.
    Minha solidariedade as vitímas, já quanto a este indivíduo,lembro que: "seu martírio apenas começou".

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  5. Anônimo1/27/2009

    A minha tristeza é saber que muitos médicos se ausentam, ignoram o ocorrido, pensando que assim agem em favor da própria classe, não denunciando ou acusando um colega. Esquecem-se, entretanto, que também tem culpa os que se omitem.

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  6. Anônimo1/27/2009

    Queria entender pq as pessoas tem tanto medo de denunciar o tal Dr Roger, não são só as mulheres abusadas que tem medo são tb profissionais da área que sabem de tudo e tb ex-funcionários, até mesmo os funcionários que ainda continuam trabalhando lá, será que o povo não percebe que a união faz a força, se o caso "abafar" com certeza a justiça não será feita e o "enviado de Deus" vai continuar se sentido o coitadinho prejudicado.
    Sei que deve ser difícil denunciar uma pessoa titulada como poderosa e famosa, mas só assim teremos a justiça ao nosso lado, não vamos nos calar, ele sabe muito bem o que fez e uma hora sua consciência vai pesar.

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  7. Anônimo1/27/2009

    Eu só não consigo entender uma coisa... Como o CREMESP ainda não interrompeu, mesmo que provisoriamente, a licença desse "doutor".
    O sujeito continua atendendo normalmente. Que cara-de-pau, que "sem-vergonhice".
    E o séquito dele. Com certeza todos seus bajuladores...repito, todos -desde a faxineira até seus colegas um deles presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana- sabiam com certeza o que acontecia no consultório do dono psicopata da bela clínica na Av. Brasil de São Paulo. Um abominável desvio sexual.
    Acho que a justiça tem a obrigação de agir logo e arguir todos os funcionários desse antro. Seus cúmplices.
    Se apertar tenho certeza que a verdade aparecerá. E, claro, teremos então uma quadrilha ,pois saber e encobrir; seja por dinheiro, por covardia, por apatia... não concede inocência a ninguém.

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  8. Anônimo1/27/2009

    A fala do presidente do Cremesp hoje no programa do Datena (Band), mudou... Algo já aconteceu. Vai virar pizza. Só resta a sociedade civil e a opinião crítica de todos que acompanham o processo. O CRM vai protegê-lo. Vocês esperavam o que???

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  9. Anônimo1/27/2009

    Olá, Paulo Lopes

    Parabéns pela cobertura que vem dando a este caso, sua postura é um conforto para nós mulheres. Gostaria de destacar dois pontos desta lamentável história: a primeiro é poder fascinado que a categoria médico exerce sobre o imaginário social, a tal ponto de nos amedrontarmos diante deles, de negarmos o que sabemos sobre o nosso corpo e seu funcionamento. Essa imagem é reforçada pela classe médica que exibe seu jaleco branco como signo de um status que poucos alcançam neste país tão perversamente desigual; o segundo ponto é o conceito operativo de ética para esta categoria profissional. Ela só tem efeito para garantir as relações no interior do exercício da profissão. È uma ética pelo avesso que mascara o corporativismo no seu pior sentido e não protege o paciente. Por essa razão eles barbarizam e fica por isso mesmo. E, dessa forma construímos a muralha do silêncio.
    Parabéns a todas as mulheres que estão fazendo as denúncias. Meu apoio moral, ético e afetuoso a todos as mulheres vítimas que, por razões diversas, não puderam denunciar o seu sofrimento.

    Tereza Cristina
    Salvador-Ba

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  10. Anônimo1/28/2009

    Senhor Paulo Roberto Lopes , o Senhor é um Jornalista que honra a classe da Imprensa. Vejo aqui denúncias estarrecedoras que, em qualquer País civilizado teria uma atitude imediata. Esta Senhor, chamado de Dr. Monstro, continua exercendo o seu ofício? Acredito que se alguma mulher se aventurar a procurar esta Clínica ou a sua auto estima está no fundo do poço ou não se dá o respeito. Tenho a certeza que esta Clínica dos horrores deixará de existir brevemente. Uma dúvida: Será que a Senhora Assíria , ex-esposa do Pelé também foi molestada quando estava sedada? Louco é louco em qualquer situação. O lamentável é que até agora 54 mulheres tiveram a coragem de mostrar a cara. Será que chegaremos às 200, 500, 1000, 2000, mulheres molestadas? Meu Deus faça algo!

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  11. Anônimo1/28/2009

    Realmente só apelando para Deus, com o poder e o dinheiro que este homem tem. Meu apoio às pobres vítimas. Meu repúdio a esta barbaridade visivelmente real.

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  12. Anônimo1/28/2009

    Anônimo pergunta. Nos procedimentos dentro da clínica do Dr. Roger, não havia acompanhamento de enfermeira ou assistentes. Ele estava sozinho com estas mulheres abusadas?

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  13. Anônimo1/28/2009

    SOU MÉDICO!
    É FÁCIL: O MP E O CRMSP DEVE OUVIR OS COLEGAS QUE TRABALHARAM COM ELE NOS ÚLTIMOS 15 ANOS. OU, FAÇAM DNA. É SABIDO Q ELE TROCAVA O MATERIAL DAS PACIENTES E DOS MARIDOS. É IMPOSSÍVEL TER RESULTADOS TÃO MELHORES QUE AS OUTRAS BOAS CLÍNICAS. NADA DE DIZER QUE É COISA DA CONCORRENCIA, DEPOIS DO FÁRMACO "PROPOFOL", QUANDO TODOS ANESTESISTAS A USAM E NUNCA TIVERAM ALUCINAÇÕES SEXUAIS, OU ESTÍMULOS SEXUAIS. O QUE ELE VAI INVENTAR AGORA??? eSTE CASO NÃO ESTOUROU ANTES, PORQUE TEM UM MÉDICO DA CLÍNICA DELE, QUE FAZIA PARTE DA DIRETORIA DO CRESP. HOUVE ELEIÇÕES, E A COISA VEIO A TONA!!! BOM TRABALHO , AGORA , AO NÍVEL DE MP E DELEGACIA DE POLICIA!
    É ÓBVIO QUE TEM COISA AÍ!!!

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  14. Atenção: ofensas não serão publicadas.

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  15. Anônimo1/28/2009

    Sr Paulo Roberto parabens , na oportunidade poderia copiar aqui para todos a fala do Presidente do CRM SP no programa do Datena.Grato

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  16. Anônimo1/29/2009

    Como era de se esperar o CREMESP ja esta absolvendo o médico por antecipação.
    Corporativismo ou cumplicidade! Credibilidade nenhuma. Moral e ética nem pensar. CFM deve seguir o mesmo caminho.
    Esperamos pela dignidade do Ministério Público de São Paulo e dos delegados encarregados do caso.

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  17. Anônimo1/29/2009

    Resposta: Na sala de repouso, após a aspiração de óvulos, procedimento que exige sedação, a paciente ficava sozinha, era exatamente neste momento que ele atacava.

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  18. Anônimo3/21/2009

    Também sou médico e tenho pacientes que confidenciaram-me a mesma tática de assediamento do Sr Roger , e também tenho informações não comprovadas de que havia troca de material genético nas suas fertilizações ...
    Algumas perguntas ficam sem respostas ainda , qual é o nome do médico de sua equipe que faz parte da diretória do CRM ???
    Segunda questão sem resposta , a sua equipe no mínimo é conivente ...
    qual é a sanção a eles ??? a vigilância sanitária por muito menos tem fechado clínicas e consultórios de forma sempre truculenta e mesquinha , que é o nosso ganha pão de todos os dias ... e não fez nada em sua clínica suntuosa da Av. Brasil ...
    Terceira questão porque o CRM não lança mão de sua prerrogativa de cassação temporária de sua licença médica até o final das investigações ??? como fez em casos anteriores mesmo sem provas evidentes como estas , que já atinge o numero de 60 mulheres que tiveram a coragem de se expor , e aquelas que preferem o anonimato , artistas e políticos ou outras autoridades ???
    quarta e última , estamos mais uma vez diante de uma situação de dois pesos e duas medidas ???

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