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Torturadora da Lucélia alega insanidade para sair da prisão

Silvia_Calabresi
Sílvia foi
 condenada por
 torturar jovem
Condenada a 14 anos de prisão, Sílvia Calabresi (foto) tenta obter a liberdade alegando insanidade mental. O pedido foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde será analisado pelo ministro Joaquim Barbosa.

Sílvia, empresária do setor de imóveis, torturou por aproximadamente dois anos Lucélia Rodrigues da Silva. Entre outros maus-tratos, menina teve a língua apertada com alicate e as nádegas queimadas com ferro de passar roupa. Ela foi submetida a sessões de enforcamento e era obrigada a comer barata e excremento de cachorro.

O caso foi denunciado à polícia no começo do ano.

Lucélia foi ‘dada’ por sua mãe biológica, Joana D’Arc da Silva, a Silvia em troca de cestas básicas de alimentos.

A empresária comprometeu-se colocar a menina na escola, mas Lucélia acabou se transformado em empregada doméstica com jornadas de trabalho que entrava pela madrugada.

De acordo com os argumentos dos advogados da defesa, Sílvia possui transtornos psicológicos por ter sofrido, quando criança, abuso sexual e maus-tratos.

As mesmas alegações tinham sido apresentadas ao Superior Tribunal de Justiça, mas o habeas corpus foi negado por essa corte porque os advogados da empresária não tinham provas dos maus-tratos.

Ezinete_Lucelia
Casal de religiosos pretende
adotar a adolescente
A Justiça decidiu que Joana não voltará a ter a guarda de Lucélia. Embora a menina tenha pai, ela deverá ser adotada pelo casal Ezinete Alexandrina Rodrigues, pastora da Igreja Batista da Lagoinha, e Marcos Rodrigues, com quem comemorou o seu aniversário de 13 anos (foto). Separado de Joana, o pai dela não teria condições financeiras de assumi-la.

Veja publicou recentemente que a menina, por ter se tornado célebre, foi exposta em um comício político e durante uma palestra na fábrica de bolachinhas Mabel.

A revista insinuou que a Igreja Batista da Lagoinha só teria se interessado pela menina por causa de sua notoriedade. O que foi negado pela cantora gospel Ana Paula Valadão, filha do pastor Márcio Roberto Vieira Valadão, um dos fundadores da igreja.

Caso da menina torturada pela empresária de Goiânia






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