A menina na faixa de 15 anos se queixou com o pai: “Estão me chamando de bode na escola”.
Era um caso de bullying: agressões verbais insistentes por parte de um grupo para abalar psicologicamente um colega que geralmente apresenta fragilidade emocional.
O caso foi parar na Vara de Infância e da Juventude de Ribeiro Preto, a 319 quilômetros de São Paulo.
Mas antes o pai foi ao Colégio Metodista tomar uma satisfação. Consta nos autos judiciais que ele teria dado um tapa no rosto do menino.
Na terça, 13, o juiz Paulo César Gentile condenou três adolescentes a prestar à comunidade oito horas de serviço por semana.
Os pais dos garotos acharam que foi uma injustiça, de acordo com “O Globo”. “Meu filho não é bandido”, disse uma mãe.
Ela argumentou que outros alunos da classe chamaram a menina de Bode e que era comum uns colocarem apelidos em outros.
Mas o pai da menina disse que, além da gozação em classe, houve telefonemas ofensivos para a casa dele, além da criação de uma comunidade no Orkut para a divulgação do apelido.
Recentemente, um juiz de Rondônia condenou dezenove pais a pagarem indenização no total de R$ 15 mil a um professor de matemática que tinha sido vítima de bullying dos filhos de 12 a 13 anos, que criaram a comunidade "Vamos Comprar uma Calça para o Leitão. O Leitão, no caso, era Juliomar Reis Penna".
Aqueles pais afirmam que se tratou apenas de uma brincadeira, que filhos são uns anjinhos etc. Os pais de Ribeirão Preto reagiram de maneira igual.
Com pais assim, a Justiça vai ter de assumir novo encargo: o de educar filhos e pais, fazer com que entendam que devem respeitar o outro.
Comentários
Postar um comentário