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Belém continua enterrando bebês aos montes

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A foto ao lado é macabra, é de mau gosto, poderão dizer alguns, mas ela é a realidade à qual a população do Pará está  submetida pela irresponsabilidade criminosa da governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT): o cemitério de Belém, capital do Estado, continua a enterrar aos montes bebês  que nascem e morrem na Santa Casa local.

Eu já não estou conseguindo acompanhar a totalização dos óbitos.

A última contagem que apurei foi de 253 bebês, desde janeiro deste ano. Ou melhor, a penúltima, porque agora o número oficial é de 262, pelo menos era ontem. Só de junho para cá morreram 20 bebês.

O novo presidente da instituição, o médico Maurício Bezerra, afirmou que a taxa de mortalidade deste ano é de 14,8%, inferior à de 2007, que foi de 16,2%.

Ora, o dr. Bezerra deveria evitar esse tipo de comparação: a tal redução de mortalidade que ele informa é insignificante, nula e acintosa, porque se trata de mortes de bebês, de crianças, repito, que nascem vivas e morrem na Santa Casa.

O caso não é, por exemplo, de redução de perdas na colheita de batatas.

Bem ou mal, o dr. Bezerra ao menos está dando uma satisfação à população e à imprensa, o que, aliás, é obrigação dele como profissional de um serviço público.

Vergonhosa  é a atitude da dona Carepa.

Ela é normalmente falante, propagandista dos seus supostos feitos em prol dos desvalidos.

Mas agora, após a denúncia das mortes dos bebês, a governadora não se digna a falar com a imprensa, a dar o rosto às câmeras de tv, a dizer quais são as providências que tomou para que a maternidade da Santa Casa deixe de ser a principal abastecedora do cemitério da cidade.

Além de incompetente, esta mulher é covarde.

 

> Caso das mortes de bebês em Belém.

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