Da Agência Brasil:
"O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio acaba de suspender as obras do projeto Cimento Social, de reforma de casas, no Morro da Providência, no centro da cidade. O juiz Fábio Uchoa, da Coordenadoria de Fiscalização de Propaganda Eleitoral, argumenta que as obras estão irregulares.
O fiscal responsável por lacrar o canteiro de obras na Rua Barão da Gamboa, Luiz Fernando Brígida, explicou que o projeto Cimento Social foi considerado irregular porque o convênio com os Ministérios das Cidades e da Defesa para o início das obras foi assinado no início de 2008, ano eleitoral, embora as obras tenham começado em dezembro de 2007.
Neste momento, os trabalhadores fazem um protesto no local e gritam palavras de ordem pedindo a continuidade da obra.Segundo o encarregado Alex Oliveira dos Santos, cerca de 150 pessoas ficarão desempregadas com o embargo do projeto Cimento Social.O representantes da Construtora Edil, responsável pelo empreendimento no Morro da Providência, Vander de Oliveira Dantas, informou que a empreiteira vai recorrer ainda hoje (24) da decisão do TRE.
Os militares do Exército continuam ocupando o Morro da Providência. Segundo o tenente-coronel Silvio Cardoso, apesar da decisão judicial, 60 homens permanecerão patrulhando o local."
COMENTO. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral compromete oficialmente o Exército, porque fica assim comprovado que a instituição se tornou em moeda do jogo eleiçoeiro. O projeto Cimento do Social na favela é do senador e bispo da Igreja Universal Marcelo Crivella, candidato pelo PRB a prefeito do Reio. É o que dá o Exército se meter em política ou se deixar envolver pelo canto dos políticos. Até parece que os generais não aprenderam nada com o longo período da ditadura militar, do qual a instituição saiu profundamente degastada. Já não bastou isso? Lugar de soldados do Exército é dentro do quartel, e não cuidando da segurança de pedreiros de obras com as quais o Crivella espera angariar votos.
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