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Genro e Fagundes são exemplos de falta de vergonha na cara

Tarso e Fagundes: dois descarados

É impressionante como certas autoridades não têm vergonha da cara. Tenho impressão de que antes não era tanto assim – dava-se uma desculpa esfarrapada e procurava-se sair de cena fingindo alguma dignidade.

Cito um exemplo recente de descaramento: o ministro Tarso Genro (Justiça) disse que não vê nada de errado na montagem de um dossiê pela sua colega Dilma Rousseff (Casa Civil) com os gastos pessoais do presidente Fernando Henrique Cardoso. Ora, isso é jogo sujo, é usar informações sigilosas em poder do Estado contra adversários políticos.

O que deveria haver mesmo era a divulgação dos gastos do FHC e do presidente Lula, porque afinal a população tem direito de saber o tamanho da farra que o seu dinheiro tem custeado aos governantes. Ok, concordo que alguns gastos devem ser mantidos sob sigilo por questão de segurança do presidente. Mas, repito, somente alguns, e não a maioria, como ocorre em relação a Lula.

Outro exemplo de falta de vergonha na cara: Ulysses Fagundes Neto, reitor da Unifesp, usou o cartão de crédito que a universidade lhe concedeu para gastos essenciais na compra de cerâmicas espanholas, artigos eletrônicos e esportivos em lojas no exterior – tudo para uso pessoal, não da escola.

Em 2006 e 2007, o total dos gastos com cartão do magnífico reitor chegou a R$ 84.857,87.

E sabe o que Fagundes diz? Ele acha normal essa gastança por usou o cartão como se fosse diária, conforme consta na Folha de hoje.

Ora, que descaramento! Que cara-de-pau! Que porca vergonha, como se diz no interior paulista.

De Tarso Genro é possível dizer que se trata de um político e que político é assim mesmo, diz as maiores besteiras com naturalidade – é histórico.

Mas Fagundes é um professor, um educador, alguém que, antes de tudo, deveria dar exemplo.

Parece que hoje ele vai se dignar a dar uma explicação ao público, vai dar uma entrevista. Pois digo que vem aí mais descaramento.

Se tivesse um mínimo de bom senso, Fagundes pediria licença do cargo alegando, sei lá, problemas de saúde (saúde moral, acrescento) e não mais aparecia na universidade.

> O silêncio é um veneno aos reitores. (artigo de Elio Gaspari, na Folha)

> CPI dos Cartões convoca o reitor da Unifesp. (Folha Online)

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