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Presidência teve gasto com empresas fictícias


Os auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) descobriram nos gastos sigilosos da Presidência da República com cartões notas fiscais emitidas por empresas fictícias.

A revista Época teve acesso a relatórios dos auditores que apontam indícios de outras irregularidades, como saques indevidos de dinheiro e uso por parte de ministros de carros alugados de empresa fantasma, a Renaro Locação de Veículos, cujo endereço seria de São Caetano do Sul (SP), bairro Santa Paula, na rua Maranhão, 1043 – mas ela não está lá. Acima, uma das notas da Renaro.

Há notas fiscais emitidas pelas Renaro entre 2002 e 2005 que se referem a aluguel de carro blindado ao então ministro José Dirceu, da Casa Civil. O valor de uma das notas é R$ 4.362,21.

Dirceu nega ter cometido qualquer irregularidade. Ele empurrou o pepino para a Secretaria de Administração da Presidência da República, instância responsável pelos “procedimentos administrativos”.

A descoberta da Época engrossa o já farto noticiário sobre as irregularidades no uso do dinheiro público.

Está se consolidando um escândalo cujas conseqüências políticas para o governo poderão ter mais impacto do que o mensalão, cujos meandros nem sempre ficam claro para a população. Mas contratação de serviço de empresa que não existe e saque de dinheiro vivo com cartão corporativo sem ter de prestar conta de nada são descalabros que todo mundo entende. E se revolta.
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