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E continua a farra do uso do cartão corporativo

Hoje a Folha divulgou os gastos das agências reguladoras com o cartão corporativo: deu o total de R$ 1 milhão em 2007. O cartão foi instituído só para as despesas emergenciais, mas as agências usaram-no em material de construção, papelarias, posto de gasolina e supermercado. Desta vez, não aparece a Porcão, a churrascaria que consta na lista de gastos de alguns dos portadores de cartão, como na de oficiais da Marinha.

O que será que atrai tanto as autoridades para o Porcão, hein?

Chama a atenção, de novo, os saques em dinheiro vivo. A Anatel gastou no ano passado R$ 243,8 mil com o cartão. Desse total, mais da metade foi de saque em caixas eletrônicas. E não há, veja só, exigência de comprovação no que foi gasto esse dinheiro.

Há informações mais do que suficiente para se criar uma CPI dos cartões corporativos. É o que pretendem deputados da oposição, mas os partidos da base de apoio do governo já se movimentam contra a proposta antes mesmo de ser formulada.

Até este momento Lula não se manifestou, mesmo havendo alguns gastos estranhos por parte de seguranças de sua filha Lurian, que mora em Florianópolis, e dos filhos que têm residência no ABC.

Em algum momento Lula terá se manifestar e, é claro, vai dizer que nada sabia.

> Reportagem da Folha.

Atualização: entre 2004 e 2006, o presidente do INCRA, Rolf Hackbart, usou o cartão em restaurante de comida japonesa, italiana, árabe e mineira e em churrascaria, pizzaria, padaria e café. Leitor da Folha lê mais aqui.

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