
Lula afinal acabou recebendo na quarta o seu irmão caçula (por parte de pai), o Germano Inácio da Silva, e lhe disse o que teria de dizer: não pode empregá-lo no serviço público porque isso seria nepotismo.
O mesmo problema o presidente não teve quando colocou o seu amigo e ex-tesoureiro de campanhas eleitorais Paulo Okamotto na presidência do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa), órgão desvinculado do setor público. Okamotto ganha salário acima de R$ 30 mil.
Mas Lula poderia encaminhar o seu irmão ao filho Lulinha, o Fábio Luís, que da noite para o dia virou um empresário cuja empresa, a Gamecorp, atraiu como sócia uma gigante do setor de telecomunicações, a Telemar, que já investiu no negócio R$ 5 milhões. Germano poderia ser útil na Gamecorp, uma empresa com planos de expansão.
O presidente poderia ainda ter remetido o Germano ao seu amigo e churrasqueiro Jorge Lorenzetti, que numa ocasião pagou dívidas da Luriam Cordeiro, filha do Lula. Lorenzetti até arrumou um emprego para a Luriam numa empresa ligada ao marqueteiro Wilfredo Gomes, estabelecido em Santa Catarina. Hoje não se sabe ao certo no que a Luriam trabalha.
Depois de esperar cerca de seis horas para ser recebido pelo irmão e de ter reclamado à imprensa, Germano saiu satisfeito do encontro. Talvez Germano ainda possa concluir que, como parente, ele não é um dos preferidos de Lula.
> Lula não recebe o irmão caçula.
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