Entrevistado pelo Magazine Terra, site editado por Bob Fernandes, ex-chefe de redação da CartaCapital, o dirigente do MST João Pedro Stédile (foto) criticou a imprensa, a qual, disse, desde a vitória do Lula no segundo turno das eleições se encontra sob fortes ataques de setores petistas.Stédile deu a entender que a “democratização da imprensa” tem de passar pela distribuição da publicidade pública.
“Eles [a imprensa] defendem os interesses econômicos, políticos e ideológicos da classe dominante brasileira. Não temos nenhuma ilusão. Só o Lula se iludiu com eles... E espero que tenha aprendido.”
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Segue trecho da entrevista:vv
"A imprensa brasileira, segundo Mino Carta, é a pior imprensa do mundo, a mais dependente dos interesses dos grupos econômicos que a dirigem. E agora, também do capital estrangeiro, com a liberação da venda das ações, como já fizeram a Veja, o canal Net, a Folha de S. Paulo.Íntegra da entrevista.
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Eles defendem os interesses econômicos, políticos e ideológicos da classe dominante brasileira. Não temos nenhuma ilusão. Só o Lula se iludiu com eles... E espero que tenha aprendido.
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De novo, o Brasil precisa de um amplo processo de democratização de todos os meios de comunicação social. O problema não é o MST ter ou não tal o qual meio... O problema é termos em geral meios de comunicação democráticos, que representem os interesses da sociedade e não apenas do lucro, ou das classes dominantes. Por isso estava na Constituição que a informação é um direito público, é um serviço público, e não um mero meio de negócio. Agora, o neoliberalismo no Brasil foi tão escrachado que a burguesia brasileira transformou até mentira, manipulação midiática, em mercadoria. E vende tudo. Tudo por dinheiro, por lucro.
bb
Há muitos mecanismos de democratizar a mídia, desde o uso da publicidade publica ou o funcionamento das rádios e TVs comunitárias. Precisamos ter uma rede de televisão pública, aberta. Que chegue em todo País, e que as entidades e os movimentos tenham controle de fiscalização.
cc
Infelizmente até a TV Cultura virou um supermercado de propaganda, e por mais que tenha entrado dinheiro das empresas, piorou sua qualidade. O que demonstra que somente uma rede pública, bancada com os recursos do povo, pode garantir uma televisão de qualidade e informativa, com cultura sadia".
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