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PF pede e juiz quebra sigilo de fonte da Folha

Primeiro foram três jornalistas da Veja que se sentiram intimidados em um depoimento à Polícia Federal no qual eles eram testemunhas no caso denunciado pela revista de uma tentativa de as autoridades (inclusive policiais) de abafar a operação tabajara da compra por petistas de um suposto dossiê anti-Serra.

Agora, a Folha de S. Paulo descobre que uma de suas repórteres de Brasília teve o seu celular grampeado por solicitação da PF, sob a alegação de que estava investigando todos (no total de 168 pessoas) que tiveram contato telefônico com Gedimar Passos, um dos envolvidos no escândalo do dossiê.

A Folha estranha que tenha sido o único veículo de comunicação lembrado pela PF. O jornal e a Veja têm sido críticos ao governo Lula. Não consta na lista de telefones para os quais a PF pediu a quebra de sigilo nenhum número da CartaCapital.

A PF não poderia ter pedido a quebra do sigilo da jornalista nem o juiz Marcos Alves Tavares, da 3ª Vara Federal de Cuiabá (MT), ter dado deferimento, porque a Constituição garante à imprensa a preservação da fonte de informação.

Tais atitudes da PF já seriam o início da “democratização da imprensa” à qual o presidente Lula vem se referindo tanto?

> Aqui, o noticiário da Folha Online sobre o assunto.

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