Os jornais de hoje noticiam que o governo só neste mês estimou duas vezes para menos a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) de 2006. Agora, a previsão é de que haja o crescimento de 3,2%. No início de outubro, o governo acreditava –só ele– que a economia pudesse ter uma expansão de 4%. Mas o desempenho de setores importantes como o da indústria e o do agronegócios já indicava que a expectativa de obter tal taxa não passava de devaneios. O pior é que o PIB poderá nem sequer atingir os 3,2%, o que já seria um crescimento ridículo, bem longe, muito longe, do espetáculo de desenvolvimento prometido pelo Lula e das demandas do país. Não há muito mais a falar de 2006, porque, por melhor que a economia se apresente em novembro e em dezembro, só esses dois meses serão insuficientes para salvar o ano.
A questão, agora, é saber como Lula conseguirá fazer com que o PIB cresça 5% em 2007, conforme promessa de sua campanha eleitoral.
Sem investimentos na infra-estrutura não há a mínima chance de a economia chegar a esse patamar; e Lula só tem dinheiro para a manutenção da máquina administrativa --e olhe lá.
Fala-se em drástico corte nos gastos governamentais, mas entre falar e fazer há grande distância, como o próprio Lula demonstrou em seu primeiro mandato.
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