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Homobofia de religiosos leva gays reprimidos à violência


A pregação homofóbica de religiosos leva homossexuais reprimidos a praticar violência contra quem assume livremente seus desejos de gays, na avaliação do psicanalista Contardo Calligaris.

Repressão de desejos
resulta em violência,
afirma psicanalista
Um exemplo extremo disso foi o muçulmano Omar Mir Seddique Mateen, 29, que matou na Flórida, em Orlando, EUA, 50 pessoas em uma boate frequentada por gays.

O próprio atirador, disse o psicanalista, era frequentador daquela boate e usuário do Grinder, que é um aplicativo para encontro de homossexuais.

"Há uma regra básica para a qual nunca encontrei exceções, em mais de 30 anos de clínica”, escreveu Calligaris na Folha.

“[...] quando alguém se sente compelido a agir para impedir ou punir uma conduta sexual diferente da sua é que, de fato, ele está tentando reprimir seu próprio desejo de se engajar nessa conduta diferente.”

De acordo com o psicanalista, os desejos homossexuais de Mateen eram reprimidos por sua religião e, na família, pelo pai dele.

O pai revelou-se também homofóbico ao afirmar que cabe a Deus castigar os homossexuais, e não alguém aqui na Terra, como o seu filho.

É por isso que, escreveu o psicanalista, “o discurso homofóbico é um instrumento de propaganda política e religiosa eficiente porque ele instiga os muitos reprimidos e enrustidos a odiar e silenciar seu próprio desejo – que é o que eles querem. Agora, esses reprimidos e enrustidos, assim instigados, tornam-se assassinos de Orlando: lincham ou massacram qualquer um que se pareça com aquela parte deles mesmos que eles foram instigados a suprimir”.

Para o psicanalista, entre os que contribuem para que homossexuais não assumam seus desejos estão pastores e padres que pregam a “cura gay” e fazem campanha contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os deputados que querem infernizar a vida dos transexuais.

Com informação da Folha de S.Paulo.

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