Paulopes

Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Há diferentes caminhos que levam uma pessoa ao ateísmo

Exercício da
  reflexão resulta
 em ceticismo
Sobre o significado de “ser ateu”, não há dúvida. É aquele que não acredita em Deus ou em deuses, em divindade alguma, no sobrenatural, em amigo invisível, em fantasma, em seres do além do natural, em um ser que fica vigiando cada um nós o tempo todo, até no banheiro.

Mas os ateus, tirando sua descrença, estão longe de ser um grupo  homogêneo, diferentemente, portanto, do que parte dos religiosos acredita.

Há ateus enrustidos ou declarados ou ainda militantes, bonitos ou feios, de direita ou de esquerda, heterossexuais ou homossexuais, de bom caráter ou não, letrados ou iletrados, corintianos e palmeirenses, etc. Quanto a isso, eles não diferem  dos crentes.

Algumas pesquisas indicam que os ateus têm QI acima da média da maioria. Para crentes, essas pesquisas  são provocações de ímpios.

Geralmente o que leva a maior parte de pessoas a se tornar ateia, vencendo muitas vezes a lavagem cerebral feita por famílias há gerações, são o questionamento e a reflexão. Isso pode parecer pretensioso, mas é assim.

Se um católico, por exemplo, se perguntar como é possível que Deus, Jesus e Espírito Santos sejam a mesma pessoa embora continuem três, ele pode ter dado um passo rumo ao ateísmo.

Muitas pessoas se tornam ateias depois de ler e reler a Bíblia, procurando uma coerência nela, mas por fim concluindo que o livro sagrado dos cristãos não faz sentido, de tantas que são as contradições.

O que também leva outras pessoas a virarem descrentes é experimentar várias religiões, uma por vez ou duas ou três ao mesmo tempo, na busca daquela que contém a verdade de Deus, até se darem conta de que tudo é igual, com algumas variações.
 
Há quem se torne descrente após se decepcionar com uma única religião, geralmente fundamentalista, como a Testemunha de Jeová, que, entre coisas, prega a intolerância aos seus ex-fiéis. A pessoa, nesse caso, percebe que segue uma religião opressiva, hipócrita e indigna.

A leitura de filosofia, principalmente de alguns autores, também pode ser um atalho para ateísmo. É impossível, por exemplo, ficar indiferente diante de alguns textos de Nietzsche, famoso por ter descoberto que deus tinha morrido. Seus argumentos contra a religião — mais especificamente contra o cristianismo — têm o efeito de marretadas.

Mais recentemente, a ciência tem conduzido muita gente ao ateísmo. A ciência, em si, não é contra nem a favor das religiões ou da existência de um ente divino. Ela é indiferente.

A questão mais importante talvez não seja saber por que alguém vira ateu, mas por que ainda há tantos crentes no mundo.





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