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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Polícia do Paraguai prende o médico estuprador

Momento em que Abdelmassih foi preso em Assunção
A Polícia do Paraguai prendeu hoje (19) à tarde em Assunção, capital daquele país, Roger Abdelmassih (foto), 70, especialista em reprodução humana in vitro que foi condenado pela Justiça brasileira a 278 anos de prisão por ter cometido pelo menos 56 estupros em pacientes, em sua clínica em São Paulo.

Com ajuda da Polícia Federal brasileira, o ex-médico (ele teve o registro profissional cassado) foi pego sem oferecer resistência quando saía de uma loja. Ele, sua mulher (a ex-procuradora Larissa Maria Sacco), e seus dois filhos gêmeos estavam morando em Assunção em uma casa de luxo. Antes, ele estaria em uma país europeu.

O ex-médico se encontrava foragido desde 2011, quando tinha obtido do ministro Gilmar Mendes um habeas corpus do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para poder recorrer da sentença em liberdade. Antes, o Ministério Público vinha alertando a Justiça sobre a possibilidade de fuga.

A localização de Abdelmassih se deu por intermédio de investigações policiais que contou com a ajuda do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público de São Paulo, que obteve informações em uma escuta telefônica.

As mulheres eram atacadas pelo médico quando estavam sozinhas em salas de consultas ou de recuperação. Algumas foram estupradas quando estavam dopadas com medicamentos para a intervenção cirúrgicas.

A empresária Ivanilde Vieira Serebrenic, 48, que foi a primeira mulher a denunciar publicamente o médico, disse que, quando soube da notícia da prisão, ficou tão emocionada que, ao mesmo tempo, teve vontade de rir e de chorar.

Afirmou que, desta vez, espera que Abdelmassih permaneça trancafiado, sem concessão de habeas corpus.

O ex-médico foi deportado
 para o Brasil
Contou que o médico atendia as pacientes com um terço nas mãos e se apresentava como emissário divino. "Dizia que tudo o que fazia era em nome de Deus."

As mulheres eram atacadas pelo médico quando estavam sozinhas em salas de consultas ou de recuperação. Algumas foram estupradas quando estavam dopadas com medicamentos para a intervenção cirúrgicas.

O estuprador foi deportado para o Brasil por Foz do Iguaçu, cidade na fronteira com o Paraguai. Amanhã, quinta-feira, a PF o colocará em um avião com destino a São Paulo.

O advogado José Luís de Oliveira Lima, defensor de Abdelmassih, disse que só vai se manifestar quando for comunicado formalmente da prisão pela Polícia Federal.
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Ivanilde afirma que acordou sofrendo abuso de Abdelmassih
janeiro de 2009

Caso Roger Abdelmassih


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