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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pai de estudante judeu acusa escola de impor o pai-nosso

Direção da escola admitiu que
 funcionários faziam a oração
Um pai judeu de um estudante do 9º ano no Ciep Cecílio Barbosa da Paixão, na cidade de Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), acusou a escola de criar constrangimento ao seu filho com a imposição diária da oração cristã pai-nosso.

A direção da escola negou que o menino tenha sido obrigado a rezar, mas admitiu que um grupo de funcionários e alunos ora com frequência no local.

Essa prática não deveria ser tolerada pela escola porque a Constituição veta o envolvimento direta ou indiretamente de instituição pública com crença religiosa.

Engenheiro Paulo de Frontin tem cerca de 13 mil habitantes e fica a 85 km do Rio. Seu prefeito é João Carlos do Rego Pereira (PDT).

O pai do estudante escreveu no Facebook que seu filho ficou abalado emocionalmente ao se negar a participar da oração.

“Quando [meu filho] saia da fila [de oração], todos os alunos ficavam olhando para ele com ar de crítica, e a funcionária (inspetora) pedia para ele voltar, alegando que o pai-nosso é uma oração universal”, escreveu o pai.

Ele denunciou o caso à Polícia e ao Conselho Tutelar. Mas para conseguir sensibilizar a direção da escola teve de pedir o apoio da Federação Israelita do Rio de Janeiro.

Jayme Salim Salomão, presidente da federação, encaminhou à escola e à Secretaria Estadual de Educação um pedido de explicações sobre a imposição do pai-nosso.

Salomão destacou, no documento, que a Constituição garante a liberdade religiosa e que o Brasil é signatário de tratados e convenções que asseguram o respeito à vida e à dignidade humana.

Ele pediu à escola que assegurasse ao estudante o direito de não participar a oração, lembrando que ato de preconceito ou discriminação é crime inafiançável, sujeito à pena de reclusão.

Nota da Secretaria de Educação afirmou que orienta as escolas a respeitarem a laicidade do Estado, mas não deixou claro se, nesse caso, haveria advertência para a direção da escola.

Funcionários da escola registram queixa contra o pai do estudante com a alegação de que foram ofendidos por ele.

O pai entendeu não haver mais condições para que seu filho continue naquele estabelecimento e o mudou de escola.

Com informação do “Globo”. 





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abril de 2012


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