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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Feliciano constrange sua mãe ao divulgar que ela fazia abortos

Marco Feliciano com Lúcia Maria, sua mãe
Pastor já tinha usado esta foto, com sua
mãe, como alegação de que não é racista
O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP), 40, na foto, criou uma situação de constrangimento a sua própria mãe, Lúcia Maria Feliciano (foto), 59, ao tornar público que ela há cerca de 40 anos fazia abortos clandestinos. Prática da qual ela hoje se arrepende.

Feliciano é contra o aborto, mesmo nos casos autorizados pela lei, quando a gestação decorre de estupro.

Ao falar sobre o assunto em uma entrevista para o UOL, ele contou que a sua mãe tinha uma clínica em Orlândia, cidade paulista onde ela mora até hoje, a 365 km da capital.

Feliciano é autor de afirmações tidas como homofóbicas e racistas, o que ele nega com o argumento de que se orienta pela Bíblia. Ele assumiu em março a presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Apesar de fortes pressões de ativistas e de parlamentares, ele tem resistido. Disse que só deixará o cargo se morrer.

Na entrevista ao UOL, Feliciano afirmou que, na clínica de sua mãe, viu “fetos serem arrancados de dentro de mulheres”.

Lúcia Maria disse a Juliana Coissi, da Folha, que isso não é verdade, porque Feliciano não tem lembrança dessa época, já que ele era recém-nascido.

Além disso, falou, ela atendia mulheres apenas com gravidez inicial, com no máximo 20 dias de gestação, e “não tinha nada [fetos]”.

Lúcia Maria, que é negra, não quis comentar com a jornalista as afirmações polêmicas de Feliciano, entre as quais a de que o povo africano é amaldiçoado por Deus.

Contou que aos 17 anos se submeteu a um aborto e que Feliciano é seu filho único. Ela se tornou mãe solteira aos 20 anos e na época trabalhava como doméstica.

Afirmou que, diferentemente do que seu filho dissera na entrevista, ela nunca teve uma pequena clínica de abortos e que atendeu no máximo seis jovens grávidas, a pedido da mãe delas, e que nada cobrava. Falou que nenhuma das jovens sofreu complicação.

Lúcia Maria, que se tornou evangélica, está arrependida de ter feito os abortos e aguarda “o perdão de Deus”.

É a segunda vez que Feliciano envolve sua mãe no fogo cruzado de suas polêmicas, aparentemente sem o consentimento dela. Na primeira vez, ele publicou no Facebook uma foto onde ela aparece com marido, também negro, como se isso, para Feliciano, valesse como prova de que não é racista.





Com informação da Folha de S.Paulo.

Contra acusação de racismo, pastor mostra foto de sua mãe
março de 2013

Marco Feliciano

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