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quinta-feira, 28 de março de 2013

Assembleia do Rio é usada para celebração de cultos e missas

O próprio arcebispo dom Orani
celebra missa no espaço legislativo
Evangélicos e católicos se apossaram do auditório Senador Nelson Carneiro, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, para a realização de suas atividades.

O pastor Joel Vilon da Costa (assessor parlamentar da deputada Graça Pereira, do PSD), a ex-deputada Edna Rodrigues (pastora da Igreja Universal) e a deputada pedetista Miriam Rios (da Renovação Carismática) promovem ali toda a semana cultos e missas, respectivamente.

Na próxima semana, por exemplo, haverá missa na terça-feira, culto na quarta e encontro católico na quinta. A missa será celebrada por dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio.

Alguns deputados afirmaram ao “Globo” que já foram impedidos de usar aquele espaço do sexto andar do prédio anexo ao prédio principal da Assembleia porque estava ocupado por religiosos.

Daniel Sarmento, procurador regional da República, disse que o auditório só deveria ser usado para o debate do interesse de toda a população. “Uma coisa é você fazer um culto num local público, como um parque. Outra é você fazer isso num local como o Parlamento.”

Questionado pelo jornal, o deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da Casa, ficou em cima do muro. Por intermédio de sua assessoria, mandou dizer que o local não é só utilizado para atividades religiosas.

Edna disse que o uso do auditório é “patricionado” por um deputado da bancada evangélica, que é composta por dez parlamentares do total de 70. “Cada reunião tem um responsável, que nem sempre vem aqui”, disse. “Alguns nem são evangélicos.”

A prática começou na legislatura 2003-2006, com a autorização de Jorge Picciani, então presidente da Assembleia.

Sarmento afirmou que a posse de um espaço do Legislativo por religiosos — que ocorre em outras Assembleias — serve para demonstrar que o Estado laico, embora exista desde o nascimento da República, não é levado a sério.

“Essa é uma prática totalmente inconstitucional”, disse. “Você não pode utilizar as instalações do Poder Legislativo para fazer um culto religioso. A Constituição fala do princípio do Estado laico, mas o Estado brasileiro não conseguiu incorporar esse princípio ao seu dia a dia.”





Com informação de O Globo.

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