Secularização é o fim de um processo de quase 2.000 anos



Em 313, o imperador romano Constantino determinou que os cristãos (entre outros crentes) deixassem de ser perseguidos, como também começou a apoiá-los, utilizando-os com instrumento de poder político. Em contrapartida, a Igreja Católica conseguiu se firmar em horizontes onde jamais chegaria sem o apoio do imperador.

Longo caminho
 da Igreja está
 chegando ao fim
Naquela época começou o que os historiadores chamam de “Igreja Constantina” ou, entre outras palavras, a aproximação conjugal entre o poder político do Estado, muitas vezes avassalador para as pessoas, e a Igreja, não se sabendo em determinados períodos onde terminava um e começava o outro.

O avanço da secularização que se verifica com nitidez neste início de século 21, principalmente na Europa, demonstra que a Igreja Constantina caminha para a decadência. Sua agonia deve durar décadas, porque se trata de um processo histórico longo, mas o seu fim é inexorável.

Já em 1953, o teólogo dominicano Marie-Dominique Chenu (1895-1990) escreveu um artigo sobre o fim da era constantina. Não se pode dizer que foi um artigo "profético", para usar uma palavra da terminologia religiosa, porque a relação entre Estado e Igreja já não era tão promíscua. Mas vale a pena reproduzir o texto de Chenu, pelo resumo que apresenta das etapas pelas quais a Igreja Constantina passou, no seu lento processo de sua exaustão.

Com tradução de Moisés Sbardelotto, segue o texto do teólogo: 

A era constantiniana: o que é? Manifestamente, um tempo da Igreja, inaugurado por um certo Constantino, imperador de Roma, no início do século IV. No entanto, não está em questão aqui a sua pessoa e o seu papel, que foi considerável para os cristãos do seu tempo, mas sim a situação permanente que as suas iniciativas determinaram.

De início, portanto, a sua conversão, quaisquer que tenham sido os seus motivos interiores sobre os quais discutem os historiadores, certamente foi um ato de importância capital, um grande acontecimento: o fim das perseguições, a estabilidade institucional da Igreja, o crédito concedido aos fiéis, foram as suas consequências imediatas. Mas seria mais do que um evento: o fato se transformou em algo ideal, suscitando um dinamismo coletivo no serviço das esperanças terrenas do Reino de Deus, penetrando em toda parte, discreta ou indiscretamente, com uma influência anônima sobre o caminho da sociedade.

Portanto, quando se fala de uma "era constantiniana", não se quer indicar um período histórico determinado, como se falaria do período da monarquia capetiana ou da dinastia dos Bourbons. Trata-se de um tempo em que, sob a influência original dos atos de Constantino, se desenvolveu e depois se fixou durante séculos, um complexo mental e institucional nas estruturas, nos comportamentos e até na espiritualidade da Igreja, e isso não apenas de fato, mas também no plano ideal. Assim, somos transportados através de mais séculos, durante os quais esse mito resiste muito além do período constantiniano e além do Império Romano.

É muito significativo que esse mesmo vocábulo do Império Romano tenha ultrapassado, histórica e geograficamente, o tempo e o espaço do império mediterrâneo da Antiguidade: o Sacro Império Romano Germânico (os três epítetos expressam plenamente o emaranhado sociológico que determina o seu conteúdo) depois de ter dominado toda a Idade Média, prolongou as suas formas, a sua ideologia muito além da sua vida real, até Metternich, que o queria restaurar, e até Francisco José II, durante uma guerra (1914-1918) que o cancelou definitivamente, para o desespero de alguns grandes clérigos.

Para além desse quadro, embora ainda homogêneo, a era constantiniana incliu no seu mito o longo período europeu do feudalismo, que fixava, em uma sociedade econômica e política diversa, as aquisições institucionais, mentais, devocionais e cultuais da cristandade, sobretudo segundo um certo tipo de monarquismo. Por outro lado, isso não aconteceu sem contestações, e foi então que o crédito eclesiástico de Constantino já foi posto em discussão.

Com o Antigo Regime na França e na Europa, cujas coordenadas religiosas são estabelecidas pelo Renascimento e pela Reforma, o capital constantiniano permanece, nos seus valores e no seu peso, e também a Contrarreforma do Concílio de Trento, assim como o ideal do Renascimento, endurecem os seus contornos em uma construção jurídica mais defensiva do que criativa.

Tudo isso nos leva, através da Revolução e em meio às revoluções do século XIX, à sociedade burguesa que, embora com a incredulidade voltaireana e em um mundo liberal, apoiava o seu conservadorismo na permanência da herança constantiniana da cristandade.

Em suma, apesar das diversas características, no tempo e no espaço, dessas culturas, apesar das várias rupturas violentas, podemos reconhecer certo denominador comum em uma zona chamada por comodidade de Ocidente. Um tempo sociológico, portanto, e não unicamente cronológico.

Estaríamos agora, talvez, no fim desse tempo, certamente não de repente, mas sim por uma lenta mutação cultural, política e religiosa, que chegaria hoje ao momento decisivo?

Pronunciar-se sobre esse ponto é algo sério, na medida em que reconhecemos a continuidade humanas e cristã, as tradições da chamada era constantiniana: comportamentos sociológicos novamente postos em discussão, ruptura dos condicionamentos dos cristãos, deslocamento mais ou menos difícil dos problemas, acesso a novos valores para a consciência humana e, portanto, para a consciência cristã.

Não se trata de verdades de fé, de dogmas, nem mesmo de doutrina em geral, mas sim, para uma maior profundidade psicológica, da inserção da Igreja em um mundo decisivamente novo, em outra cultura.

Se é verdade que o cristianismo comporta, na própria trama do seu tecido, o compromisso no mundo, e se esse compromisso não é algo marginal, mas sim a própria lei da sua encarnação e a condição da sua existência, é em um mundo ainda não batizado e que apresenta objeções imprevistas ao batismo que se coloca o problema da cristandade atual: o próprio problema do Concílio: a era constantiniana talvez não chegou ao fim?

A Reforma, com o Concílio de Trento que a enfrentou, o Renascimento com a sua cultura clássica, a Revolução poderiam ser apenas episódios – episódios dos tempos modernos, como se diz – diante da mutação muito mais profunda, que se prepara, mutação de dimensões cósmicas de uma nova civilização, que não mede mais os seus investimentos sobre o capital do Ocidente, nem sobre o metro dos seus renascimentos.

Tradução do texto do teólogo Marie-Dominique Chenu foi publicado originalmente no IHU Online.



Estado laico é hostil à religião, afirma cardeal de Milão

Comentários

  1. Secularização ampla e irrestrita já.

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  2. O interessante é que,tambem a multiplicidade das religiões acarreta o processo de secularização;causando nos próprios crentes um quentionamento da veracidade e tirando um pouco a importância das religiões maiores e sua influência.

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  3. renato afonso mendes24 de janeiro de 2013 12:54

    Não é a toa que o papa nazi, o cardeal Ratzinger, anda desesperado.

    Só temos que cuidar pra que no lugar dos católicos não ascenda outra raça muito pior, os evangélicos.

    Em várias prefeituras eles já tomaram o poder e estão acabando com o estado laico. Onde moro, em Penha, se lê a bíblia no começo de cada sessão da câmara de vereadores, e o prefeito (evangélico) conseguiu acabar com o carnaval, ao mesmo tempo que subsidia, com dinheiro público, eventos evangélicos e católicos.

    A constituição é pisoteada, mas o prefeito tem apoio da ampla maioria dos vereadores (seis dos 11 são evangelicos, e 9 deles são do bloco de sustentação do governo). Apesar de inumeras denuncias na justiça de superfaturamento e favorecimento de empresas nas licitações, 42% da população é evangélica e não acredita nas notícias dos mais diversoso jornais. O prefeito sempre clama estar sendo perseguido por ser "evangélico" (o discurso cola que é uma beleza entre a massa evanjéguelica). Pra completar, seu vice é católico carismático, e garante apoio da parte dos católicos reaças.

    A cidade está um caos e já estou pensando em me mudar daqui. Tudo por causa dos evangélicos. Eles acabaram com a minha cidade, fica o alerta pra que isso também não aconteça onde vocês moram.

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    2. Renato Afonso Mendes,

      Muito bom! É isso mesmo que está acontecendo no Brasil. Eles, os evangélicos, estão comendo pelas beiradas e poucas pessoas estão percebendo. Através da famigerada Bancada Evangélica, os evangélicos estão conseguindo formar um partido extraoficial e que é muito forte. Eles não formam um partido oficializado porque sabem que o povo não irá votar neles; daí utilizam de artimanhas como essa. Ou seja, se infiltram em todos os partidos, até mesmo em partido de extrema esquerda, cujas diretrizes são ateias (PC do B, PSTU, etc.) e, após serem eleitos, vão legislar em causa própria, ou seja, para a tal Bancada Evangélica. Como um religioso pode participar de um partido comunista que defende a proibição ao culto de deuses? A explicação é que a intenção é ser eleito para depois ir legislar para a Bancada Evangélica. Isso é nojento, é desonesto, torpe, e é um tipo de golpe político, sim. Eles, os evangélicos, que se dizem honestos, limpos, etc., estão enganando o povo, ludibriando a Justiça, etc.

      O povo tem que se conscientizar disso e exigir que essas Bancadas parem de influenciar da maneira como fazem. Hoje vemos Bancadas evangélica, ruralista, de militares, etc. O povo, a Justiça, Ministérios, e outras instituições precisam ficar de olho nessa gente.

      Não devemos esquecer também dos islâmicos, que é uma religião que tem livre acesso ao Ocidente, mas não permite a influência de ideologias do livre-pensar nem de religiões em seu bojo. Na Europa, os islâmicos já causam preocupação, e muitos europeus temem que seus países, senão toda a Europa, se trasnformem em teocracias islâmicas dentro em breve. Um dos motivos que levam a isso é o alto índice de natalidade entre os islâmicos, que se multiplicam geometricamente. A maioria dos europeus que fazem parte da U.E. também não querem que a Turquia faça parte da mesma porque é um país islâmico e já não é tão tolerante quanto no tempo em que o kemalismo era dominante. Hoje em dia, a Turquia está dominada por partidos islâmicos, que eram proibidos até algum tempo atrás, e por ideologias de panturquismo (que é o conceito de se unir todos os povos de origem turcas, ou seja, os próprios turcos,uzbeques, cazaques, tadjiques, e muitos outros).

      As religiões em si não é problema, desde que ficasse circunscrita aos templos e às residências daqueles que quisessem seguir tais caminhos. O problema é que a maioria das religiões tende para o segregacionismo daqueles que não fazem parte delas; para se misturar com a política; algumas praticam certos rituais macabros, chegando mesmo ao sacrifício de humanos; e outras aberrações. Raras são as exceções! Talvez o budismo seja uma das religiões que menos tenha provado discórdias. Nietzsche dizia que o budismo era, de longe, superior ao cristianismo. Ainda assim, são conhecidos casos em que houve conflitos (embora não bélicos no sentido restrito da palavra) entre monges.

      Contudo, a maior ameaça ao mundo ainda é o islamismo porque é uma religião completa em si, ou seja, é um sistema não só religioso, mas jurídico (Sharia), econômico, simbólico, artístico, político. Dessa forma, o islamismo é inimigo de tudo que conhecemos como mundo ocidental, e mesmo todo o restante da civilização não-islâmica. Vale lembrar que os islâmicos tem destruído tudo que não seja islâmico faz tempo. Destruíram estátuas de Buda no Afeganistão e Cachemira (Índia), sem falar nas destruições de bibliotecas durante os séculos passados e também da retirada do mármore que cobria as pirâmides para fazerem suas mesquitas. Vale lembrar que os cristãos também destruíram muitas coisas de outras religiões. Conclusão: o fanatismo religioso de algumas religiões tende a destruir não só a liberdade individual, mas também a destruir o conhecimento e o patrimônio físico que lhe sejam contrário.

      Vamos ficar atentos, pois os lobos (religiosos fanáticos) nos rondam constantemente. Ou será 'constantinamente'!?

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    3. Paulo Lopes,

      Em primeiro lugar, quero parabenizá-lo pelo blog.

      Também quero lhe pedir o favor de apagar o comentário seguinte:

      Rubim Geontelus24 de janeiro de 2013 19:28
      Renato Afonso Mendes,

      Tenho visto que o próprio autor do comentário pode deletá-lo, mas não sei como fazê-lo. Bom, o motivo é simples: envie o comentário, mas o mesmo demorou a ser aprovado; então pensei que houvesse algum problema. Daí que o corrigi e o enviei novamente. Dessa forma, existem dois comentários iguais em conteúdo, mas o segundo está corrigido e deve permanecer. Quanto ao primeiro, além de ter o mesmo conteúdo do segundo, contem alguns erros.

      Obrigado antecipadamente.

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    4. Isto mesmo se ficassem restritos aos seus circulos, mas atacam aos infieis.

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  4. Que tal definirmos Deus como uma pessoa jurídica?

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  5. Anunciam o fim do Cristianismo desde que ele começou... Ser ateu e querer o fim do cristianismo são coisas distintas. O ateísmo apregoado hj tem se tornado uma cruzada religiosa contra as religiões e não uma filosofia diante da existência. Temo que a religião do futuro seja o ateísmo,investindo contra todos que queiram ter a liberadde de acreditr no que quiser... O Papa ou o "Messias" que nos libertou da escuridão será Richard Dawkins.

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  6. Mesmo assim ainda vai demorar um bocado, infelizmente. Será que mesmo jovem verei um mundo mais próximo da secularização? Talvez.
    Mas ainda tenho receio de como poderá ser a passagem de uma maioria religiosa e opressora para pessoas que apenas vivam em sociedade sem esperar o tal do julgamento. Precisaremos de líderes políticos fortes para não deixar o povão enlouquecer, pois como as religiões estão tão enraizadas na socidade, fazer esta transição pode gerar muitos conflitos perigosos.

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  7. Olha, não podemos subestimar a capacidade da "igreja de constantino" de se reinventar constantemente, sem trocadilhos. Eu acho que ela já passou por períodos mais difíceis do que esse, e não me surpreenderia se estivéssemos ainda a muitos e muitos séculos de vencer sua influência.
    No Brasil acontece um fenômeno particular, portanto diferente da Europa: em vez de uma maior secularização, o declínio da igreja católica vem levando ao crescimento das seitas neopentecostais, ainda mais obscurantistas e irracionais do que a primeira. Secularização aqui ainda é uma utopia.

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  8. Como diria Raul Seixas,nada de tirar onda de heroi,mas somos cawbois fora da lei.Todos dias faço a lição de casa.Todos dias abordo alguem e converso a respeito,pacenciosamente,pois a maioria dos crentes são de dificil acesso,mas quando coloco os argumentos lógicos,a cabeça deles tende a abrir.Muitos desses crentes não têem acesso a internet ou quando têem não aceitam por si só quando deparam com esses argumentos, por mais lógicos
    que sejam.Assim como eles dizem ter a força da palavra, você tambèm a tem.Acredite no tet a tet educadamente.
    Se todos fizermos nossa parte a secularização acontecerá mais rapidamente.Todos devemos participar.Somos milhares no Brasil a fora,imagine se todos agirem!Fé em você e pé na tábua_.Você é a secularização temporal_
    IMAGINE.

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    1. Anónimo 25 de janeiro de 2013 00:00

      Seu pensamento está, quase certo.
      A desinformação é uma das vias para a “sementeira de Deus” porque a ignorância é a mãe de todos os males. As pessoas acreditam em coisas agradáveis apenas porque são agradáveis sem se darem ao trabalho de confirmar se serão, assim mesmo, tão agradáveis.

      E numa sociedade agressiva e competitiva com enormes disparidades entre os estratos sociais é normal que as pessoas sejam enganadas, através de “discursos polidos”, de promessas sobrenaturais, pois só algo sobrenatural poderá ter a solução. Afinal, hoje, a ciência explica cada vez mais aquilo que a religião pretendia fazer crer.

      Seu pensamento está, efectivamente, quase certo mas falta, o quase.
      Se você ler o comentário (aí logo acima) do Almir Ferreira, ele fala numa verdade incontornável, “nunca subestime a capacidade da igreja de se reinventar”.

      O caminho para a “secularização” (o que é que quer que isso signifique) ainda tem muito mato por desbravar e as dificuldades serão cada vez maiores porque, (e por analogia), os vírus nem sempre morrem, também são mutantes com estratégias de sobrevivência .

      «Assim como eles dizem ter a força da palavra, você também a tem.»
      Sem dúvida, mas não é fácil.
      Quando se mentaliza alguém de que tudo é a preto e branco, por mais que se lhes meta as cores á frente do nariz, eles recusam-se a vê-las.

      PS.: Esta é para o Almir Ferreira

      Apesar do crescimento, por forte influência dos Estados Unidos, de seitas evangélicas que pretendem conquistar poder para procederem á aprovação de leis que permitam todos os dislates místicos em que acreditam – apenas pela “avareza” (sentimento de ganância) porque preocupação com os crentes é conversa fiada –, a “Igreja Católica”, terá já iniciado, uma nova cruzada na defesa dos seus interesses, que irá certamente reverter a situação a seu favor.

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  9. Divindades , são como super-herois, simples assim. Adultos mantem sua infancia através da religião. Espertalhões ganham dinheiro com isso. Toda nova geração, dificilmente aprende com os seus pais (antecessores), e começam tudo errado novamente, por isso todas as empresas, religiões e vicios, são plantados na juventude.

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  10. o que existe é uma Igreja Catolica, não uma Igreja Constantina. religião não se limita à Igreja Catolica, ao Catolicismo, nem ao Cristianismo. afirmar que a Igreja foi "fundada" por Constantino é uma enorme ignorancia historica, pois a organização religiosa dos catolicos existia bem antes de Constantino.

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    1. Organizando o grupo, ficou mais facil mante-lo sob-controle.

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    2. Não querido, a ICAR nunca existiu antes de Constantino. O que havia eram seitas cristãs diversas que nunca dariam em nada dado à diversidade de dogmas e preceitos. A ICAR se estabeleceu após Constantino e eliminou com sangue e morte todos os seus grupos rivais, e assim se estabeleceu flertando com o poder quando lhe convia.

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  11. Constantino serve de referência porque foi a partir dele que o cristianismo transformou-se em ferramenta do Estado romano e vice-versa. Foi Constantino quem convocou o Concílio de Nicéia no ano de 325 E.C. (Era Comum, ou como os religiosos cristãos gostam de dizer 'd.C'). Antes desse Concílio, os cristãos não eram organizados da maneira como conhecemos hoje. Havia muitos grupos de cristãos e cada um seguia um ou vários dos evangelhos existentes na época. Tais evangelhos eram muitas vezes diferentes entre si quanto a considerar Jesus como sendo 'Filho de Deus', quanto à reencarnação; quanto às mensgens em si, etc. Durante o Concílio de Nicéia, foram escolhidos os livros que aparentemente batiam entre si e que ficaram conhecidos como 'sinóticos', que significa terem uma mesma ótica ou visão do problema. Contudo, hoje sabemos que esses 'sinóticos' são divergentes, distorcidos, contraditórios, sem falar que as mensagens não são apenas de paz mas de intolerância e ódio. Os religiosos gostam de recortar as frases que apenas os interessam e assim jamais mostram aos 'fiéis' os erros dos evangelhos e as mensagens de ódio e intolerância. E quando mostram as mensagens de intolerância e ódio é sempre com o respaldo 'divino', ou seja, é Deus quem está ordenando que os 'fiéis' odeiem e sejam intolerantes com aqueles que são 'infiéis'.

    Só depois do Concílio de Nicéia que o conceito de inferno foi sistematizado, que a ICAR se reinventou para se adequar aos 'pagãos' ao lhes conceder

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  12. Viva la secularización!!!!!!!!!!!

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  13. O autor diz que a secularização é inevitavel.. bom eu já acho que ela corre serio perigo... não sei se leu uma notícia que um juiz autorizou que uma criança tivesse como "pai" 2 lésbicas e um gay, ou seja, 2 mães e 1 pai; agora por que não permitem o casamento muçulmano ( poligamo )? Se os muçulmanos já se alastram pela Europa, se permitirem isso, eles vão tomar conta ( como já chegaram a criar tribunais clandestinos pra aplicar a sharia ), adeus secularização.

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