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Religião, ateísmo, ciência, etc.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Estudante denuncia escola por promover proselitismo católico

Estudantes foram obrigados a participar
de atividades como preces e clamores
O estudante Mustafa Jean Muksen, entre outros, denunciou a direção do tradicional Colégio Estadual Regente Feijó, de Ponta Grossa (PR), ao Núcleo Regional de Educação por promover proselitismo católico disfarçado de atividade pedagógica. A cidade tem mais de 300 mil habitantes e fica a 103 km de Curitiba.

Muksen disse que na semana passada e em parte desta a direção da escola obrigou os estudantes a assistirem às palestras da “Semana do Secretariado”. A atividade foi usada para uma lavagem cerebral, porque o que se apresentou foi   uma visão de mundo apenas do ponto de vista religioso, algo incompatível com a natureza de uma estabelecimento de ensino público.

“Se fosse apenas uma palestra, eu não reclamaria, mas foram todos os dias”, disse Muksen. “E tudo pela ótica cristã. Não houve representação de outras religiões.”

Pelo relato que o estudante fez ao Núcleo Regional, as atividades incluíram, além das palestras, orações, preces e clamores, em desacordo com a laicidade do Estado brasileiro.

Muksen. afirmou que, além do proselitismo religioso, um palestrante difundiu discriminação por gênero, ao rebaixar as mulheres em relação aos homens, como se elas fossem as culpadas por uma suposta decadência da juventude.

“A mulherada está perdendo seu valor, tem menina com 12, 13 anos que já beijou muito”, disse o palestrante, que foi gravado pelo celular de Muksen.

O palestrante, cujo nome não foi divulgado, argumentou: “Por que as mulheres querem se igualar aos homens, se o homem tem direito a pegar menina por que eu não posso ficar com quem eu quero? Não, não é assim gente”.

O Colégio Regente Feijó foi fundado em fevereiro de 1927. Oferece ensino médio e profissionalizante. Ele leva o nome do padre e político Diogo Antonio Feijó (1784-1843).

O Jornal da Manhã, de Ponta Grossa, informou que a direção do colégio não tinha se manifestado até quarta-feira (17) sobre a denúncia de proselitismo religioso. Cleozi Santos, diretora-auxiliar, disse ao jornal que ainda não tinha sido notificada pelo Núcleo Regional de Educação, e Claiton Antônio Bentivenha, o diretor, não foi localizado.

Com informação do Jornal da Manhã.

Professores impõem suas crenças em escolas laicas.
por Lenne Ferreira em julho de 2012

Religião no Estado laico.

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