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Religião, ateísmo, ciência, etc.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Descrentes compõem 28% dos universitários de Portugal

Índice acompanha a
 tendência  verificada em
 outros países europeus
Em Portugal, ateus e agnósticos representam 28% dos estudantes universitários — índice bem acima em relação ao verificado na população em geral.

Pelo estudo feito pelo sociólogo José Pereira Coutinho, os ateus responderam sim à formulação “Deus não existe”, e os agnósticos, à “Não sei se Deus existe, mas não tenho motivo para crer”.

Coutinho afirmou não ter ficado surpreso com o resultado porque o índice de descrentes acompanha a tendência constatada em outros países europeus.

O inesperado para o sociólogo foi o índice de 13% de estudantes para os quais “Deus corresponde à própria natureza”.

Ao examinar os dados, Coutinho não se preocupou em ser neutro e fez juízo de valores. Para ele, por exemplo, o afastamento dos jovens das religiões e o elevado índice de descrentes decorrem da “erosão gradual da família tradicional, do casamento religioso, o aumento do divórcio e das uniões de fato”.

“Vivemos num ambiente que não desenvolve o valor da paciência e da introspecção, muito importantes para desenvolver a religiosidade”, disse.

Outro fator que tem contribuído para o enfraquecimento da religiosidade, segundo ele, é a migração da socialização do ambiente familiar para a escola, círculos de amigos e internet.

A pesquisa se baseia em informações de 500 alunos de quatro universidades de Lisboa. Desse total, 52% apontaram o catolicismo como “religião admirada”, vindo em seguida o budismo, com 46%.

Verificou-se, também, que os iguais se atraem. Religiosos costumam ter mais amizade com religiosos, acontecendo o mesmo com os descrentes.

Na avaliação por cursos, os estudantes de medicina e os de engenharia são os mais católicos. Os menos ligados à fé católica são os de biologia e ciências sociais.

Coutinho endossou a tendência de que o número de fiéis cristãos se manterá em declínio nos próximos anos, até chegar a uma situação parecida com o início do cristianismo. “Os cristãos eram poucos, mas eram mais convictos.”





Com informação do Público.

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